Roma amanheceu ensolarada e com dezenas de milhares de fiéis concentrados na Praça de São Pedro à espera de Francisco, o primeiro papa latino-americano

Papa Francisco celebra sua missa de entronização na Praça de São Pedro, no Vaticano
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Papa Francisco celebra sua missa de entronização na Praça de São Pedro, no Vaticano

BBC

A cerimônia de entronização do papa Francisco como chefe da Igreja Católica começou às 8h45 de Roma (4h45 em Brasília) com um longo desfile no papamóvel. O trajeto foi feito entre a Residência de Santa Marta e a Basílica de São Pedro.

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Ao entrar na Santa Sé, o papa rezou na capela da Pietá, obra-prima do escultor renascentista Bernini e ponto de partida dos rituais de posse. Francisco foi então para o túmulo de São Pedro, que os católicos consideram o primeiro papa, e daí seguirá em procissão ao centro da basílica.

Acompanhado de todos os cardeis e dos patriarcas das igrejas orientais, Francisco receberá o anel e as vestes de São Pedro, tomando posse então como primeiro papa latino-americano.

Delegações estrangeiras

Francisco e os cardeais seguirão em procissão à parte externa da basílica, onde mais de 130 delegações estrangeiras estarão à sua espera. Entre elas, mais de 30 chefes de Estado e governo, como a presidente Dilma Rousseff.

Também estará presente a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, com quem o ainda cardeal Bergoglio manteve uma relação tensa no passado. Na segunda-feira, Cristina foi a primeira chefe de Estado a ser recebida pelo novo papa.

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Durante a missa, o Evangelho será cantado em grego, uma referência às igrejas orientais. A homilia será em italiano, e o restante da cerimônia em latim. Ao fim da cerimônia, o papa receberá o cumprimento das autoridades.

A presidente Dilma Rousseff disse que irá pedir ao papa que defenda as políticas para erradicação da pobreza no mundo. Dilma também deve reforçar o convite ao papa para a Jornada Mundial da Juventude, que vai ocorrer em julho, no Rio.

Surpresa e carisma

A escolha do cardeal Bergoglio, após apenas cinco votações, surpreendeu os católicos, ao ser anunciado no início da noite da última quarta-feira. O nome do argentino não estava entre os favoritos, que eram, segundo vaticanistas, o arcebispo de Milão, Angelo Scola, e do de São Paulo, Odilo Scherer.

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O primeiro papa jesuíta adotou o nome de Francisco e diz que fará um papado voltado aos pobres. Francisco já imprimiu marca própria ao Vaticano, dominado nos últimos tempos pelo estilo solene de Bento 16, o primeiro papa a renunciar em quase 600 anos.

A preferência por simplicidade e simpatia do novo papa tem sido destacada pela imprensa e por fiéis. Logo após a eleição de Francisco, o Vaticano teve que negar suspeitas de que o ainda cardeal Bergoglio não teria defendido dois sacerdotes jesuítas perseguidos pela ditadura argentina.

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