Cardeal sul-africano se desculpa por dizer que pedofilia não é crime

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Em nota, o arcebispo sul-africano Wilfrid Fox Napier disse que entrevista foi 'desastrada' e ofereceu apoio da igreja para vítimas

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O arcebispo sul-africano Wilfrid Fox Napier - um dos 115 cardeais que participaram da eleição do novo papa - pediu desculpas, nesta segunda-feira (18), por ter ofendido vítimas de abusos sexuais ao descrever numa entrevista a pedofilia como uma doença, não como um crime.

Grupos de defesa das vítimas e outros consideraram os comentários do cardeal Wilfrid Fox Napier, arcebispo de Durban, como insensíveis, especialmente diante da percepção de que a Igreja Católica não se empenha suficientemente contra os abusos.

Entenda: Cardeal que participou de eleição do papa diz que pedofilia 'não é crime'

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Para Cardeal Napier, pedófilos 'não merecem' ser punidos

"Peço desculpas sinceramente e incondicionalmente a todos os que foram ofendidos pela desastrada entrevista, e especialmente àqueles que foram abusados e precisam de toda a ajuda e apoio que a Igreja puder dar", disse Napier em nota.

Na entrevista à rádio BBC 5, o sul-africano --um dos 115 cardeais que participaram na semana passada do conclave que elegeu o papa Francisco-- disse que a pedofilia é uma "desordem" que precisa ser tratada.

"Pela minha experiência, a pedofilia é realmente uma doença. Não é uma condição criminosa, é uma doença", afirmou.

Ele também disse conhecer pelo menos dois padres que se tornaram pedófilos depois de serem abusados na infância, e que portanto eles precisam de tratamento ao invés de punição.

Em sua nota, Napier disse que "o abuso sexual infantil é um crime hediondo entre outras coisas por causa do dano que causa à criança. Nessa preocupação incluo o abusado que se torna um abusador".

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