Novo papa 'vive seu nome franciscano', dizem cardeais brasileiros

Por iG São Paulo |

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Em coletiva, cardeais destacam comportamento humilde de papa Francisco; Dom Odilo Scherer, tido como favorito, falou que 'tem os pés no chão' e não esperava ser eleito

O papa recém-eleito vive o seu "nome franciscano" e é um homem muito humilde, disseram nesta quinta-feira (14) os três cardeais brasileiros durante coletiva realizada no Colégio Pio Brasileiro, em Roma.

Dom Raymundo Damasceno, de Aparecida, afirmou que, após aparecer aos fiéis na varanda da Basílica de São Pedro, ele recusou o veículo oficial do papa - a limusine - para retornar à Casa de Santa Marta. "Ele voltou junto com os cardeais, de ônibus", disse.

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Segundo os cardeais, em tom de piada, na língua espanhola, o papa Francisco disse "que Deus os perdoe", antes de brindar com champanhe sua eleição junto aos seus colegas do Vaticano.

Nesta quinta-feira, no caminho da Igreja de Santa Maria Maior, pela manhã, o novo papa teria passado na hospedaria da Casa Internacional do Clero e pagado a conta. Ele também dispensou o carro oficial e se dirigiu à basílica em um veículo comum do Vaticano.

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Contrariando as bolsas de apostas, o cardeal argentino Jorge Bergoglio foi eleito como o sucessor de Bento 16 - primeiro papa a renunciar em quase 600 anos. Primeiro papa jesuíta e latino-americano, foi o primeiro também a adotar o nome de Francisco, em referência a São Francisco de Assis, santo italiano que renunciou uma vida de luxo e riqueza para dedicar-se aos mais pobres.

'Papa idoso'

Dom Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de Salvador, disse que o novo papa vive o seu "nome franciscano". Os três cardeais ressaltaram a humildade do novo papa, dizendo que Bergoglio é um homem simples.

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Dom Geraldo disse ainda que "apesar da idade, 76 anos, ele poderá fazer muito em pouco tempo". Os cardeais acrescentaram que os escândalos sexuais e financeiros não pesaram na escolha do novo papa, embora tenham falado que a Igreja "quer justiça".

Os cardeais também evitaram comentar as alegações de que Bergoglio teria colaborado com os repressores durante a última ditadura argentina.

Dom Odilo

Um dos mais cotados à sucessão de Bento 16, dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, saiu do conclave ainda cardeal. "As cotações prévias foram todas para o espaço", brincou. Ele disse que não entrou na Capela Sistina esperando ser eleito e que encarou a pressão da imprensa com tranquilidade. "Tenho os pés no chão."

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