Alguns dos prisioneiros estavam sob poder do Partido dos Trabalhadores do Curdistão há mais de um ano; soltura faz parte do processo de paz, segundo autoridades turcas

Rebeldes curdos com bases no norte do Iraque libertaram nesta quarta-feira (12) oito soldados e autoridades feitos reféns como parte dos esforços entre a Turquia e o grupo rebelde para colocar um fim em décadas de conflito. As informações são de um deputado curdo.

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Menina curda segura imagem de Abdullah Ocalan, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK)
AP
Menina curda segura imagem de Abdullah Ocalan, um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK)

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Os rebeldes entregaram seis soldados, um administrador local e um policial a um grupo de deputados curdos e ativistas de direitos humanos que viajaram para o norte do Iraque, região onde os rebeldes mantes bases, disse o deputado Adil Kurt à agência AP.

Segundo ele, os resgatados estavam retornando à Turquia. Cinco dos reféns estavam presos pelos rebeldes há mais de um ano, enquanto outros três foram sequestrados em setembro.

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O grupo rebelde, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), luta por autonomia no sudeste turco desde 1984. O conflito deixou milhares de mortos no decorrer dos anos.

O governo turco anunciou no ano passado que sua agência de inteligência mantinha conversas com o líder rebelde preso Abdullah Ocalan com o objetivo de persuadir o grupo a se desarmar.

A notícia da liberdade de reféns segue um pedido de Ocalan, retransmitido por deputados curdos que foram autorizados a visitá-lo no mês passado na prisão, como parte do processo de paz. "Esperamos que a libertação abra um caminho para uma solução pacífica para a questão curda", disse Kurt. "É importante que (os reféns) voltem em segurança para suas famílias."

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Autoridades turcas comemoraram as notícias da libertação. "Estamos felizes que nossos cidadãos que foram levados para longe de seu país por tanto tempo, e de quem não tivemos nenhuma notícia, estejam voltando", disse o presidente Abdullah Gul da Suécia, segundo a agência estatal Anadolu.

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