Escolha do cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, o primeiro papa latino-americano, demonstra que a Igreja Católica não é só voltada para a Europa

Reuters

O cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio foi escolhido como novo papa nesta quarta-feira (12) para liderar a Igreja Apostólica Romana. A definição do nome aconteceu no segundo dia de votação na Capela Sistina, no Vaticano. Bergoglio escolheu ser chamado de Francisco.

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Para Dom Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro, a escolha siginifica uma vontade de diálogo com os latino-americanos, como já era ouvido em Roma. "Isso demonstra que a Igreja está olhando para o continente latino-americano. O papa que viria seria o papa de todos nós, independentemente da nacionalidade."

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Para Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da Conferência Nacional de Bispos do Brasil, a escolha de um papa argentino indica uma abertura da igreja  para todo o mundo.

"Nós estamos felizes, satisfeitos, já por termos um novo papa, e a escolha de um latino-americano vem mostrar que a Igreja se abre, ela está voltada para toda a Igreja, não é mais uma Igreja só voltada para a Europa", disse.

Dom Steiner ressaltou que a bandeira do novo papa é da humildade. "É um homem muito simples, muito próximo ao povo e nós pudemos perceber isso no gesto, no momento que pediu a oração de todos e se inclinou na direção de todos", comentou. "Francisco de Assis já ajuda a mostrar um pouquinho como ele vê seu serviço como bispo de Roma."

Ele negou que haja tristeza por Dom Odilo Scherer. "Se fosse um brasileiro também ficaríamos contentes, mas estamos muito contentes e o nome que ele escolheu também é muito significativo", afirmou.

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