Eleitores decidem manter Malvinas território britânico

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Dos 1.517 votos registrados, 1.513 eram a favor de manter o status atual do arquipélago; território é alvo de disputas entre Reino Unido e Argentina e já foi palco de uma guerra

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Os moradores das ilhas Falkland (Malvinas para os argentinos) votaram de forma esmagadora para que o arquipélago permaneça um território ultramarino britânico. Dos 1.517 votos registrados nos dois dias de eleição, 1.513 eram a favor de manter o status atual do arquipélago.

Segundo autoridades eleitorais, mais de 90% dos cidadãos britânicos habilitados a votar compareceram às urnas. As ilhas têm uma população total de aproximadamente 2,9 mil pessoas.

Infográfico: Entenda a disputa de Argentina e Reino Unido pelas Malvinas

AP
Pessoas fazem fila do lado de fora de seção eleitoral Port Stanley, Ilhas Malvinas (10/03)

Guerra: Veteranos argentinos das Malvinas relatam torturas de superiores

O referendo acontece no momento em que a Argentina aumenta a pressão para tomar posse das ilhas - 30 anos depois da guerra. Dick Sawle, um membro da assembleia legislativa das ilhas, afirmou que a votação foi "um resultado absolutamente fenomenal que enviará uma forte mensagem para o resto do mundo sobre seu direito de autodeterminação - um direito que foi defendido em 1982 e que honramos nesta noite".

O chanceler britânico Willian Hague afirmou: "Sempre acreditamos no direito dos moradores das Falklands de decidir sobre seu próprio futuro e decidir o caminho que querem seguir. É justo que no século 21 esses direitos sejam respeitados". "Todos os países devem aceitar os resultados desse referendo e apoiar os moradores das Falklands enquanto eles desenvolvem sua pátria e sua economia. Eu desejo todo sucesso a eles".

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Argentina

Antes do referendo, a presidente argentina Cristina Kirchner disse que a vontade dos moradores não é relevante em relação à discussão sobre o destino das ilhas. O governo argentino defende a resolução da questão no âmbito da ONU.

Observadores de diversos países supervisionaram o pleito. Entre eles estavam chilenos e mexicanos - apesar de um pedido da Argentina para que nações da América Latina não enviassem representantes.

Em 2 de abril de 1982 forças argentinas invadiram o arquipélago e capturaram militares britânicos. Após dois meses de luta, 255 britânicos e 650 argentinos foram mortos - além de três moradores das ilhas. A Argentina se rendeu, colocando um fim ao conflito.

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