Cardeais reúnem-se na Capela Sistina para eleger o próximo papa

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Após juramento de segredo de cada um dos 115 "cardeais eleitores", portas de capela são fechadas para realização do conclave para escolher o sucessor de Bento 16

As portas da Capela Sistina foram fechadas nestas terça-feira, deixando em seu interior os 115 cardeais que realizam o conclave para eleger o próximo papa. Os cardeais entraram na capela rezando por orientação divina para o processo de escolha do homem que sucederá a Bento 16 em um dos momentos mais difíceis da história da Igreja Católica e em meio às incertezas sobre quem será o líder de 1,2 bilhão de católicos espalhados pelo mundo.

Saiba mais: Veja o especial do iG sobre o conclave

AP
Reprodução da Vatican TV mostra cardeais adentrando Capela Sistina para dar início ao conclave que elegerá o sucessor de Bento 16

Antes do conclave: Cardeal decano pede 'unidade' em missa

Após a realização do juramento de segredo pelos 115 cardeais e do comando em latim "extra omnes" (todos fora), o mestre de cerimônia ordenou que todos os que não estão envolvidos na votação deixassem a capela. As portas foram fechadas. Poucos assistentes são autorizados a permanecer no interior do local para ajudar, mas devem sair a cada votação dos cardeais.

Guiados pelos prelados que seguravam um crucifixo e velas, os 115 cardeais eleitores, usando seu manto vermelho, entoaram a Ladainha dos Santos, hipnótico canto gregoriano que implora pela intermediação dos santos na escolha do novo papa. Eles então tomaram seus lugares na capela rodeada pelos afrescos do Michelangelo que representam a "Criação" e o "Juízo Final".

Perfil: Cardeais procuram 'papa Rambo 1º': deve ter charme magnético e determinação

Cenário: Conservadorismo de Bento 16 e João Paulo 2º deve ser mantido por futuro papa

A renúncia de Bento 16 - a primeira de um papa em cerca de 600 anos - tumultuou a Igreja e expôs as profundas divisões entre os cardeais que se dividem entre aqueles que querem um papa que purifique a burocracia disfuncional do Vaticano e aqueles que preferem um pastor que possa inspirar os católicos em um tempo de profunda secularização.

Mais cedo, os cardeais celebraram a missa "Pro Eligendo Romano Pontífice". Em sua homília, o cardeal Angelo Sodano, decano do Colégio dos Cardeais, pediu unidade dentro da Igreja, um apelo aos cardeais eleitores para que coloquem suas diferenças de lado pelo bem da Igreja e do próximo papa.

Artigo: Para cardeais, conclave é evento místico

Legado: Papa de 'transição', Bento 16 enfatizou resgate da tradição católica

Por uma semana, os cardeais se encontraram a portas fechadas no Vaticano para tentar identificar quem, entre eles, teria o perfil para o papado e quais deveriam ser suas prioridades. Mas o debate de segunda-feira chegou ao fim com perguntas que ficaram sem respostas.

Se eles votarem, os primeiros sinais de fumaça devem sair da chaminé da capela às 20 horas locais (16 horas em Brasília) - se a fumaça for preta, é sinal de que não há um novo papa; se branca, significa que o novo pontífice foi escolhido.

Enquanto poucos esperam que o papa seja eleito na primeira rodada de votação, o Vaticano já está preparado: na sala das lágrimas, adjacente à Capela Sistina, onde o papa vai imediatamente após sua eleição, três tamanhos de vestes estão preparados. Embaixo delas, sete caixas de sapato estão empilhadas - considerando os vários tamanhos possíveis de pés que podem ser eleitos. A sala tem esse nome pelo peso da responsabilidade e confiança exigida do novo pontífice. 

Com AP

Leia tudo sobre: conclavevaticanoigreja católicarenúncia do papa

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas