Eleições serão realizadas em 14 de abril na Venezuela

Por Reuters |

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O presidente interino Nicolas Maduro, favorito à eleição, deve enfrentar Henrique Capriles, principal nome da oposição

Reuters

A Venezuela realizará eleições presidenciais no dia 14 de abril, informou a comissão eleitoral do país neste sábado (9), em um momento no qual o presidente em exercício, Nicolas Maduro, tenta se beneficiar de um apelo sentimental de seu ex-mentor, Hugo Chávez, para ocupar o lugar dele.

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Mais cedo, múltiplas fontes da oposição e da comissão eleitoral disseram que dia 14 de abril seria a data, embora alguns dentro do governo defendessem que o evento aconteça no aniversário simbólico de 13 de abril do retorno de Chávez ao poder, após o breve golpe de 2002.

Maduro, que já foi ministro das Relações Exteriores e vice-presidente do governo de Chávez, fez um juramento de manter a revolução socialista de seu guia.

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Espera-se que ele enfrente o líder da oposição Henrique Capriles, de 40 anos, o governador centrista do estado de Miranda, derrotado por Chávez nas eleições de 2012.

Tela com vídeo de Hugo Chávez é vista em frente de lugar onde funeral de presidente venezuelano ocorre em Caracas (08/03). Foto: APFoto divulgada pelo Palácio de Miraflores mostra autoridades do governo venezuelano dando as mãos sobre caixão de presidente Hugo Chávez durante funeral de Estado (08/03). Foto: APPresidente cubano, Raúl Castro, saúda o caixão do presidente Hugo Chávez na Academia Militar em Caracas (08/03). Foto: APCom Lula, presidente Dilma Rousseff comparece ao velório de Hugo Chávez em Caracas, na Venezuela (07/03). Foto: Roberto Stuckert Filho/PR Partidários do Hugo Chávez são refletidos em poça d'água enquanto fazem fila para ver corpo de líder na Academia Militar de Caracas. Foto foi girada em 180 graus (07/03). Foto: ReutersVestido com camiseta com imagem do presidente venezuelano, Hugo Chávez, homem segura bandeira da Venezuela durante tributo a líder morto no dia 5 (06/03). Foto: ReutersMulher ergue o punho em saudação a Hugo Chávez diante do caixão do presidente venezuelano, morto na terça-feira (7/3). Foto: APVenezuelana chora ao ver o corpo do presidente venezuelano Hugo Chávez na Academia Militar em Caracas (7/3). Foto: APVenezuelanos fazem fila do lado de fora da Academia Militar onde o corpo do presidente Hugo Chávez é velado em Caracas (7/3). Foto: APMilhares acompanham cortejo fúnebre do presidente Hugo Chávez em Caracas (06/03). Foto: APMulher segura pequena foto de Hugo Chávez durante cortejo fúnebre do presidente venezuelano em Caracas (06/03). Foto: APGuarda-costas entram com caixão com corpo de Hugo Chávez na Academia Militar de Caracas, onde será velado até sexta (06/03). Foto: APPessoas caminham ao lado de caixão de Hugo Chávez coberto com bandeira venezuelana em Caracas (06/03). Foto: APCaixão coberto pela bandeira venezuelana leva corpo do presidente Hugo Chávez durante cortejo fúnebre em Caracas (06/03). Foto: APVice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (2º à D), segura braço de líder boliviano, Evo Morales, em Caracas (06/03). Foto: APCaixão com o corpo do presidente venezuelano, Hugo Chávez, passa por ruas de Caracas depois de deixar hospital militar onde morreu na terça-feira (06/03). Foto: ReutersPartidários de Hugo Chávez choram do lado de fora de hospital militar onde presidente venezuelano morreu na terça-feira aos 58 anos (06/03)
. Foto: APVenezuela chora segurando foto do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, contra o rosto do lado de fora de hospital militar em Caracas (06/03). Foto: APPartidários do presidente Hugo Chávez choram enquanto seguram cartazes em que se lê 'Eu sou Chávez' durante homenagem a líder venezuelano na Praça Bolívar, Caracas (05/03). Foto: APPartidários de Hugo Chávez seguram cartaz em que se leem 'Sejamos como Chávez' e 'Proibido esquecer' durante homenagem a líder venezuelano, morto nesta terça, em Caracas (05/03). Foto: APPartidários de Hugo Chávez reagem ao anúncio de sua morte em frente ao hospital militar em que ele estava internado, em Caracas (05/03). Foto: ReutersPartidário do presidente Hugo Chávez expressa dor pela morte do líder venezuelano em frente ao hospital militar em Caracas (05/03). Foto: ReutersPartidária de Hugo Chávez reage ao anúncio da morte do presidente venezuelano em Caracas (05/03). Foto: Reuters'Chávez, nosso libertador do século 21', diz cartaz nas mãos de partidários de Hugo Chávez após sua morte (05/03). Foto: ReutersVenezuelanos choram após o anúncio da morte do presidente Hugo Chávez em Caracas (05/03). Foto: ReutersVenezuela chora ao saber da morte de Hugo Chávez, anunciada pelo vice-presidente em Caracas (05/03). Foto: ReutersVenezuelanos cantam após o anúncio da morte de Chávez (05/03). Foto: APMulher chora na frente do hospital militar em Caracas onde Hugo Chávez morreu (05/03). Foto: APVenezuelanas se abraçam e choram do lado de fora do hospital militar onde Chávez estava internado (05/03). Foto: APAlguns escolheram andar com motos por Caracas empunhando bandeiras, para homenagear Hugo Chávez (05/03). Foto: ReutersMulheres choram e se abraçam após o anúncio da morte de Chávez pelo vice Nicolas Maduro (05/03). Foto: APPartidários de Hugo Chávez reagem ao anúncio de sua morte, feito em Caracas (05/03). Foto: APHomens reagem à notícia da morte de Chávez em Caracas (05/03). Foto: ReutersApoiadoras de Chávez se abraçam ao receber as notícias de sua morte (05/03). Foto: AP


Pesquisas de opinião mostraram Maduro como o provável ganhador, mas os oponentes de Chávez disseram que eles querem ter a chance de acabar com o "Chavismo" nas urnas.

"Nós queremos novas eleições agora. Nós queremos mudar. Estamos cansados da era Chávez. Já foram 14 anos," disse Yesenia Herrera, 33, uma cozinheira de restaurante chinês em um bairro próspero de Caracas.

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Maduro foi empossado presidente interino ontem, quando prestou juramento no Congresso e recebeu a faixa presidencial vermelha, amarela e azul.

Chávez era imensamente popular entre os pobres e eles devem apoiar Maduro. Milhões de pessoas fizeram fila em seu caixão para prestarem seus últimos respeitos e ainda estavam visitando o ex-líder neste sábado.

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A Suprema Corte havia mais cedo decidido que Maduro não precisaria deixar o poder para conduzir sua campanha, mas a medida foi denunciada por oponentes como uma violação da Constituição e como "fraude".

(Reportagem de Simon Gardner, Daniel Wallis, Andrew Cawthorne, Terry Wade, Deisy Buitrago, Marianna Parraga, Pablo Garibian, Diego Ore e Enrique Andres Pretel)

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