Governo transferirá corpo de Chávez, que será embalsamado, para museu e estenderá velório por sete dias; Maduro assume hoje oficialmente como presidente interino

Mais de 30 líderes políticos acompanham o funeral de Estado de Hugo Chávez nesta sexta-feira (8). Prevista para começar às 11 horas locais (12h30 de Brasília), a cerimônia começou com uma hora de atraso e teve pouco mais de duas horas de duração. O funeral de Chávez será marcado com a transferência do corpo para um museu, que fica perto do Palácio Presidencial de Miraflores, onde Chávez governou o país por 14 anos .

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Com Lula, presidente Dilma Rousseff comparece ao velório de Hugo Chávez em Caracas, na Venezuela (7/3)
Roberto Stuckert Filho/PR
Com Lula, presidente Dilma Rousseff comparece ao velório de Hugo Chávez em Caracas, na Venezuela (7/3)


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Chávez morreu na terça-feira, aos 58 anos, após uma batalha de quase dois anos contra o câncer , deixando devastados milhões de partidários, na maioria pobres, que o amavam por ter colocado a riqueza do petróleo a seu serviço, mas dando esperança aos opositores que o acusavam de ser um ditador.

A presidente Dilma Rousseff , que compareceu na noite de quinta ao velório de Chávez, adiantou seu retorno a Brasília e viajou durante a madrugada desta sexta-feira, não participando do funeral. Ela estava acompanhada do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Estão em Caracas o presidente equatoriano, Rafael Correa, e o líder cubano, Raúl Castro. "Mais importante, ele saiu invicto", disse Raúl, referindo-se às quatro vitórias de Chávez em eleições presidenciais , entre uma série de outras vitórias eleitorais. "Ele era invencível. Ele saiu vitorioso e ninguém pode tirar isso. Ele está na história."

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Presidente cubano Raúl Castro saúda o caixão do presidente Hugo Chávez na Academia Militar em Caracas (7/3)
AP
Presidente cubano Raúl Castro saúda o caixão do presidente Hugo Chávez na Academia Militar em Caracas (7/3)

A presidente argentina, Cristina Kirchner, amiga de Chávez, foi uma das primeiras autoridades a desembarcar em Caracas após a morte. Assim como Dilma, ela retornou a Buenos Aires na quinta e não participará do funeral desta sexta, de acordo com a mídia local. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, participa da cerimônia, assim como uma delegação dos Estados Unidos.

Multidões de "chavistas", muitos carregando sua imagem ou vestindo camisetas com a imagem de seus olhos, tomaram as praças em torno da Academia Militar para onde o caixão do presidente foi levado depois de um cortejo pelas ruas . Os milhares de partidários do presidente acompanham a cerimônia por telões.

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"Mil agradecimentos pelas homenagens póstumas a um homem que lutou pela paz mundial, pela unidade da América Latina e do Caribe, e pela democratização das instituições globais", disse o chanceler Elías Jaua. "A demonstração de amor ao presidente tem sido incrível."

O corpo de Chávez será embalsamado e mostrado "para a eternidade" em um museu militar - semelhante à forma como os líderes comunista Lenin , Stalin e Mao foram tratados após suas mortes. Ele será velado por mais sete dias para acomodar os milhões de venezuelanos que ainda querem prestar as últimas homenagens a um homem que será lembrado como um dos líderes populistas mais controversos do mundo.

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"Todas essas medidas estão sendo tomadas para que o povo possa estar com seu líder para sempre", disse o sucessor indicado por Chávez e presidente em exercício, Nicolás Maduro . Mais de 2 milhões já visitaram o caixão de Chávez por trás de uma corda vermelha em uma grandiosa academia militar, muitas chorando e outras saudando o corpo do presidente.

Maduro presidente interino

A Assembleia Nacional venezuelana anunciou na noite de quinta que Maduro tomará posse oficialmente nesta sexta como presidente interino. A cerimônia está prevista para as 19 horas (20h30, no horário de Brasília).

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O presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, explicou que as medidas necessárias estão sendo tomadas para cumprir o conteúdo constitucional. “A Constituição indica que se deve juramentar o vice-presidente Nicolás Maduro como presidente encarregado e, depois, ele pode convocar novas eleições presidenciais”, detalhou Cabello.

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No entanto, algumas interpretações da Constituição definiam que a função interina caberia ao presidente da Assembleia e não ao vice-presidente, no caso de falta absoluta do presidente eleito.

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Cabello argumentou que a decisão foi tomada em conjunto com sua equipe de trabalho para dar continuidade ao mandato e ao desejo de Chávez. “Não pensávamos que teríamos uma falta absoluta, mas temos de fazer cumprir a lei”, disse o presidente da Assembleia.

Com Reuters

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