Vice reúne gabinete e pede lealdade militar em meio à piora de Chávez

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Alta cúpula do governo se encontrou no Palácio Miraflores após governo divulgar que presidente da Venezuela foi atingido por nova infecção respiratória e que estado é delicado

AP
Cartaz do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, é visto através de janela com formato de cruz de dentro da capela no hospital militar de Caracas

O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se encontrou com a alta cúpula do governo e do Exército do país nesta terça-feira (5) após a divulgação do informe da piora do estado de saúde do presidente Hugo Chávez, que luta contra um câncer desde 2011.

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Duas semanas após retornar a Caracas, o governo admitiu na noite de segunda-feira (4) que o estado de saúde do presidente da Venezuela é bastante delicado, em consequência de uma nova "severa" infecção respiratória. Centenas de venezuelanos se reuniram para rezar pela saúde de Chávez em frente ao hospital onde ele vem sendo tratado.

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Maduro está reunido com outros ministros, o alto comando do Exército e todos os 20 governadores partidários do governo no Palácio de Miraflores, em Caracas. O irmão do presidente Adan Chávez está entre os presentes no encontro, transmitido pela televisão estatal.

O vice-presidente, que foi apontado por Chávez como seu sucessor, pediu a lealdade do Exército da Venezuela e voltou a pediu unidade entre os partidários do presidente. "Nós homens e mulheres que amamos o presidente Hugo Chávez continuaremos em nossas funções para beneficiar nosso povo. Que não se atrase nenhum programa, nenhuma iniciativa. Oração e ação", disse Maduro.

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Maduro afirmou que uma comissão científica investigará a possibilidade de a doença de Chávez ter sido causada por um ataque inimigo. Maduro também acusou os "inimigos da pátria" na Venezuela e no exterior, particularmente os EUA, de tentar deteriorar a democracia na Venezuela. Foi anunciada também a expulsão de um adido militar americano por suposta conspiração

Chávez não é ouvido ou visto, exceto através de fotografias divulgadas pelo governo em fevereiro, desde que foi submetido à quarta cirurgia em Cuba em dezembro para a retirada de um tumor não especificado. Ele foi diagnosticado com a doença pela primeira vez em junho de 2011.

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Segundo o governo, ele retornou ao seu país em 18 de fevereiro e, desde então, está internado no hospital militar de Caracas.

Caso Chávez não tenha mais capacidade para exercer a presidência, a oposição no país poderia competir com um candidato do governo em uma eleição que, segundo os opositores, deveria ter sido convocada logo que Chávez não tomou posse em 10 de janeiro. Chávez foi reeleito em 7 de outubro , e é esperado que seu adversário na ocasião, o governador de Miranda, Henrique Capriles, volte a se candidatar.

 

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