Coreia do Norte ameaça deixar armistício se EUA mantiverem exercícios militares

Por iG São Paulo |

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Ameaça de Pyongyang vem em meio a notícias de que EUA, China e Coreia do Sul concluíram um anteprojeto no Conselho de Segurança pedindo por mais sanções

A Coreia do Norte ameaçou nesta terça-feira (5) abandonar o armistício assinado em 1953, que encerrou um conflito de três anos com a rival Coreia do Sul, caso Washington e Seoul continuem com exercícios militares conjuntos, realizados anualmente.

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A ameaça foi atribuída pela agência de notícias KCNA ao porta-voz do Comando Supremo do Exército do Povo Coreano e eleva o tom da retórica bélica do Norte, que enfrenta mais sanções internacionais após a realização de um teste nuclear no mês passado.

Sem dar mais detalhes, o porta-voz advertiu que a Coreia do Norte lançaria "ataques cirúrgicos" que teriam como intenção unificar a dividida península. O comunicado foi divulgado em meio a notícias de que os EUA e a Coreia do Sul se aliaram a China e aprovaram um anteprojeto de resolução no Conselho de Segurança da ONU pedindo por sanções em resposta do teste nuclear realizado por Pyongyang em 12 de fevereiro. O anteprojeto deve circular na ONU essa semana.

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É comum que o Exército norte-coreano faça ameaças nesse nível quando as tensões se acirram na península.

Os EUA e outros países acreditam que o terceiro teste nuclear da Coreia do Norte deixa o país mais próximo de atingir seu objetivo de possuir mísseis nucleares que podem alcançar a América do Norte. O Ocidente condena os esforços nucleares considerada uma ameaça à segurança regional.

A Coreia do Norte disse que seu programa nuclear é uma resposta às hostilidades dos EUA durante a Guerra da Coreia (1950 - 1953), que chegou ao fim com um armistício, e não com um tratado de paz, o que deixa a península coreana, tecnicamente, em estado de guerra.

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A Coreia do Norte alertou que cancelará o acordo em 11 de março, por causa dos exercícios militares conjuntos entre Washington e Seoul, que tiveram início em 1º de março. Segundo o comunicado norte-coreano, os exercícios representam "uma perigosa guerra nuclear contra nós".

Pyongyang diz que Washington e outros países estão indo além de meras sanções econômicas e expandem suas ações de maneira agressiva e com atos militares. A Coreia do Norte também alertou que bloquearia uma linha de comunicação com os EUA e com o vilarejo que fica na fronteira entre as duas Coreias.

Com Reuters e AP

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