Líder graduado da Al-Qaeda foi morto no Mali, diz presidente do Chade

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Segundo Idriss Deby, Abou Zeid - tipo como nº 2 da Al-Qaeda no Magreb Islâmico - morreu durante confrontos com tropas do Chade; França ainda não confirma informação

Um graduado militante da Al-Qaeda foi morto no norte do Mali, anunciou o presidente do Chade, Idriss Deby, nesta sexta-feira. Segundo ele, as forças do país mataram Abdelhamid Abou Zeid, tido como o número 2 da Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQIM), durante confrontos na remota região. A organização atua no Mali contra forças internacionais.

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Reuters
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Há informações de que forças de segurança da Argélia recolheram mostras de DNA de dois parentes de Abou Zeid para confirmar que o corpo é dele. "As forças do Chade mataram dois líderes jihadistas, incluindo Abou Zeid", disse Deby sem dar mais detalhes durante os enterros de soldados mortos em combate.

Sob condição de anonimato, uma autoridade americana disse que Washington considera as informações sobre a morte de Abou Zeid de "críveis", de acordo com a AFP. Entretando, a França reagiu com cautela perante os relatos, com a porta-voz do governo Najat Vallaud-Belkacem fazendo a ressalva de que sua morte ainda não foi confirmada.

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Previamente, informações não confirmadas na mídia francesa indicaram que o militante foi morto durante confronto com unidades do Exército da França.

Nascido na Argélia, o ex-contrabandista Abou Zeid - que estaria na casa dos 40 anos - era conhecido como o comandante mais violento da Al-Qaeda na região. Ele também foi apontado como responsável pelos sequestros de dezenas de ocidentais na vasta região nos últimos cinco anos e pela morte de pelo menos dois deles: o britânico Edwin Dyer, em 2009, e o francês Michel Germaneau, de 78 anos, em 2010. A atividade rendeu dezenas de milhões de dólares em resgates aos cofres da AQIM.

Abou Zeid foi visto pela última vez nas cidades de Timbuktu e Gao, que foram capturadas por grupos islâmicos no Mali no ano passado. Soldados do Mali, juntamente com forças francesas e africanas, recapturaram a maioria do território que previamente caiu em mãos rebeldes desde o início de uma ofensiva da França no país.

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Se confirmada, sua morte imediatamente levantará questões sobre o estado de vários reféns franceses que ainda estariam sob custódia de Abou Zeid.

*Com BBC e Reuters

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