Hagel assume Departamento de Defesa dos EUA após difícil aceitação no Senado

Por iG São Paulo |

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Ex-senador republicano e condecorado veterano na Guerra do Vietnã foi aprovado na terça na votação mais acirrada da história dos EUA para a chefia do Pentágono

AP
Ex-senador Chuck Hagel (D) e sua mulher, Lilibet, chegam ao Pentágono para sua cerimônia de posse como secretário de Defesa

Chuck Hagel, um condecorado veterano da Guerra do Vietnã, foi empossado como secretário de Defesa dos EUA em uma pequena cerimônia a portas fechadas nesta quarta-feira, depois de uma difícil batalha por sua confirmação no Senado.

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Hagel discursou para funcionários do Pentágono às 10h30 no horário local (12h30 horário de Brasília). Ele foi confirmado pelo Senado na terça-feira, na votação mais acirrada da história para um secretário de Defesa, com apenas quatro republicanos votando a seu favor.

Os senadores apoiaram a indicação do presidente americano, Barack Obama, por 58 votos a 41, para confirmar o ex-senador republicano como o novo líder civil do Pentágono.

Mais cedo na terça, o Senado decidiu encerrar o debate e avançar, quase duas semanas depois de os republicanos lançarem uma obstrução para impedir a nomeação de Hagel. Foi a primeira vez que tal tática processual foi usada para retardar a consideração de um candidato para o Departamento de Defesa.

A batalha sobre a confirmação de Hagel, uma vitória suada para a administração Obama, é um dos muitos embates partidários entre democratas e republicanos no momento em que o Congresso é amplamente criticado por sua incapacidade de chegar a um acordo mesmo sobre questões mais básicas para governar o país.

Muitos republicanos se opuseram ferozmente a Hagel, que irritou líderes do partido quando criticou o comportamento do ex-presidente George W. Bush (2001-2009) na Guerra do Iraque.

"O processo de confirmação provavelmente deixa algumas cicatrizes leves em Hagel porque os críticos republicanos levantaram dúvidas sobre o seu julgamento", disse Sarah Binder, especialista em Congresso do Instituto Brookings.

A confirmação de Hagel acontece no momento em que o Pentágono enfrenta a perspectiva de corte de US$ 46 bilhões em gastos nos próximos sete meses do ano fiscal.

O corte, previsto para entrar em vigor na sexta, vem enquanto o departamento já implementa reduções de gastos avaliados em US$ 487 bilhões na próxima década.

*Com Reuters

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