Apuração final confirma impasse após eleições parlamentares na Itália

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Centro-esquerda conquistou a Câmara, mas o Senado ficou dividido; impasse pode levar a novas eleições

BBC

Com 99,9% dos votos apurados na eleição parlamentar, o Ministério do Interior italiano confirmou nesta segunda-feira (25) os temores dos mercados internacionais e das lideranças europeias, indicando um possível impasse eleitoral: a centro-esquerda, de Pier Luigi Bersani, venceu na Câmara dos Deputados, mas não obteve maioria no Senado.

Boca de urna: Pesquisa indica vantagem da aliança de centro-esquerda em eleição italiana

AP
Fotógrafos registram momento em que líder do Partido Democrata, Pier Luigi Bersani, deposita voto em Piacenza, Itália



Após a contagem da quase totalidade das urnas, a centro-esquerda conseguiu uma vantagem de 125 mil votos na Câmara, mas o Senado ficou dividido.

Segundo a imprensa italiana, a coalizão de centro-esquerda tem 31,6% dos votos na Câmara, contra 30,7% obtidos pela centro-direita, do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, 23,8% do Movimento Cinco Estrelas, do comediante Beppe Grillo, e 9,1% do grupo liderado por Mario Monti.

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O impasse força agora a negociação entre as forças políticas italianas para tentar criar alianças que possibilitem a formação de um governo com maioria nas duas casas do Parlamento. Caso isso não ocorra, novas eleições poderão ser convocadas.

Como é necessário obter maioria em ambas as Casas para aprovar leis, a centro-esquerda vai precisar do apoio do Movimento Cinco Estrelas, do humorista Beppe Grippo, ou da centro-direita do ex-premiê Silvio Berlusconi, o que não é provável.

Cenário: Berlusconi e ascensão de comediante tornam imprevisível eleição na Itália

Grillo deixou claro durante a campanha que não formaria coalizões com nenhuma outra força política.

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Bersani descreveu a situação como "delicada" e analistas preveem um período de possível instabilidade política no país, o que pode agravar a crise econômica.

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