Líderes africanos assinam acordo de paz do Congo

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Pacto intermediado por ONU tenta pôr fim a duas décadas de conflito em país onde rebeldes supostamente apoiados por nações vizinhas ameaçaram depor governo no ano passado

Líderes de 11 países africanos assinaram neste domingo em Addis Ababa, capital da Etiópia, um acordo de paz intermediado pela ONU para pôr fim a duas décadas de conflito no leste da República Democrática do Congo, onde rebeldes supostamente apoiados por nações vizinhas ameaçaram depor o governo no ano passado.

Novembro: Rebeldes do Congo dizem que sairão da capturada cidade de Goma

AP
E para D: Os presidentes da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, e da República do Congo, Denis Sanssou N'guesso, durante assinatura de acordo de paz na Etiópia

Pressão: Líderes africanos pedem que rebeldes congoleses acabem com guerra

Líderes africanos não tinham conseguido assinar o acordo no mês passado por causa dos receios sobre quem comandaria a nova força regional para assumir o controle o leste do país e expulsar grupos armados que operam na região.

Líderes da África do Sul, Angola, Burundi, Moçambique, República Democrátia do Congo, República do Congo, República Centro Africana, Ruanda, Sudão do Sul, Tanzânia e Uganda estavam presentes na cerimônia, além do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon.

"A cerimônia de assinatura do acordo é importante até por si mesma, mas é apenas o começo de uma abordagem completa que requererá engajamento sustentável. O pacto perante os senhores detalha compromissos e prevê mecanismos cujo objetivo é atender questões nacionais e regionais cruciais", disse Ban em um discurso.

Os vizinhos do Congo prometeram não interferir nas questões internas do Congo e também concordaram em não tolerar ou apoiar grupos armados. Um relatório da ONU do ano passado disse que Ruanda e Uganda deram assistência aos rebeldes do M23 dentro do Congo. Os dois países negam as acusações.

O presidente de Ruanda, Paul Kagame, estava presente na cerimônia e disse que o acordo é uma nova oportunidade para o Congo.

De acordo com a ONU, o Congo sofreu por uma violência persistente causada por grupos armados locais e estrangeiros que utilizaram o estupro como arma. O conflito desalojou quase 2 milhões. As Nações Unidas também afirmaram que realizarão uma revisão de suas forças de paz no país, conhecidas como Monusco, para melhor ajudar o governo local a confrontar seus desafios de segurança.

Iniciativa: Médico desafia rebeldes para atender vítimas de estupro no Congo

Sob o pacto, o governo congolês concordou em acelerar a reforma do setor de segurança, particularmente dentro de seu Exército e polícia, e consolidar a autoridade estatal nas áreas orientais do país. Também prometeu evitar que grupos armados desestabilizem nações vizinhas.

Além disso, o presidente Joseph Kabila disse que aumentará a descentralização e expandirá os serviços sociais em todo o país.

*Com AP e Reuters

Leia tudo sobre: congorepública democrática do congoonuacordo de pazm23

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas