Chávez manteve reunião de quase cinco horas com equipe de governo, diz vice

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Na noite de sexta, Maduro afirma que presidente venezuelano se comunica por escrito por ainda estar em tratamento por infecção respiratória

AP
Vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (E), sorri durante encontro com presidente da Bolívia, Evo Morales, em Caracas (19/02)

O vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, afirmou no fim da noite de sexta-feira que o presidente Hugo Chávez se comunica por escrito e conseguiu manter três sessões de trabalho durante quase cinco horas com sua equipe de governo.

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"Ele se comunicou conosco por meio de várias formas escritas para dar sua direção", disse Maduro na televisão ao lado de outros assessores no Hospital Militar Dr. Carlos Arvelo. Maduro afirmou que o líder venezuelano "continua em tratamento pela insuficiência respiratória" e ainda respira com a ajuda de uma cânula na traqueia, o que o impede de falar.

Segundo o vice, apontado em dezembro por Chávez como seu potencial sucessor, o presidente viu sua família e lhe transmitiu a felicidade por estar na "Caracas de seu coração".

As declarações foram feitas um dia depois de informações de que persiste a infecção respiratória com a qual Chávez tem batalhado desde sua quarta operação relativa a um câncer há mais de dois meses. O comunicado do governo lido na noite de quinta pelo ministro de Comunicação Ernesto Villegas foi interpretado como um sinal da possível piora do estado do presidente.

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"A insuficiência respiratória persiste e sua tendência não tem sido favorável, razão pela qual continua sendo tratada", afirmou Villegas.

Também na noite de sexta, centenas de venezuelanos realizaram uma vigília com velas por Chávez, rezando pelo seu líder perto do palácio presidencial. "Estamos rezando pelo presidente, para ele superar tudo isso", disse Ana Perez com os olhos cheios d'água. "Não há nenhum presidente como ele, que é único. Ele sobreviveu a muitas coisas difíceis. Ele é forte."

Chávez não tem sido visto desde seu retorno na segunda à Venezuela a partir de Cuba, onde ficou por dez semanas depois da operação em 11 de dezembro. O governo não tem dado detalhes sobre o tratamento a que o líder venezuelano vem sendo submetido e não identificou o tipo ou a localização exata dos tumores que foram retirados de sua região pélvica.

A oposição da Venezuela reivindicou que o governo ofereça informações específicas sobre a condição de Chávez e criticou uma decisão de parlamentares no mês passado de prorrogar indefinidamente a cerimônia de posse para um novo mandato de seis anos.

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Dois importantes juristas venezuelanos pediram na quinta à Suprema Corte que determine se Chávez ainda tem condições de permanecer no poder por meio da indicação de uma equipe de especialistas médicos para examiná-lo. Autoridades do governo insistem que Chávez continua no comando e tem se comunicado com funcionários sobre decisões políticas e tem assinado documentos.

*Com AP

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