Parlamento da Bulgária aceita renúncia do governo

Por Reuters |

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Renúncia acontece após manifestações contra o alto preço da energia e põe país na lista de administrações europeias derrubadas pela austeridade durante a crise da dívida da UE

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O Parlamento da Bulgária aceitou nesta quinta-feira a renúncia do governo em face dos protestos antiausteridade, deixando o país mais pobre da União Europeia numa incerteza política que pode persistir para além de eleições antecipadas.

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O primeiro-ministro Boiko Borisov, que ganhou elogios de investidores ao cortar o déficit orçamentário do país dos Bálcãs, perdeu apoio entre os eleitores cansados da pobreza persistente e da corrupção. Esses eleitores podem agora procurar consolo de mais políticos populistas.

Após protestos desencadeados por altas contas de energia, Borisov renunciou na quarta-feira - o mais recente governo a cair na crise da dívida que já dura quatro anos da Europa.

O parlamento votou nesta quinta para aceitar a decisão, e o presidente Rosen Plevneliev agora perguntará aos três maiores partidos se querem formar um governo até a eleição parlamentar em julho.

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Mas tanto o partido GERB, de Borisov, quanto os principais grupos socialistas da oposição disseram que não têm interesse em participar de um gabinete interino, e analistas dizem que isso significa que Plevneliev poderia agendar uma eleição para abril.

"Grande mudança só pode vir por meio de novas eleições, que devem ocorrer o mais rápido possível", disse o líder socialista Sergei Stanishev.

A saída do gabinete trouxe calmaria depois de uma semana caótica de protestos contra o governo e concessionárias estrangeiras de energia, e uma ameaça pelas autoridades búlgaras para retirar de uma deles, o grupo de enercia checo CEZ, a sua licença.

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