Pesquisas divulgadas antes do período de proibição judicial indicaram que Partido Democrata alcançaria maioria na câmara, mas teria que formar coalizão com grupo de Monti

Reuters

A cinco dias das eleições nacionais italianas, cerca de um terço dos eleitores ainda não decidiram em quem votar ou estão considerando não votar, mostrou uma pesquisa nesta terça-feira, destacando a incerteza sobre o resultado.

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Homem de bicicleta passa por muro com cartazes de campanha eleitoral em Roma, na Itália
AP
Homem de bicicleta passa por muro com cartazes de campanha eleitoral em Roma, na Itália


A pesquisa do jornal Corriere della Sera mostrou que a proporção de italianos indecisos ou tentados a abster-se caiu dos 51,5% em dezembro, mas permanece em significativos 27,7%, menos de uma semana antes da votação de domingo e segunda-feira .

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As últimas pesquisas de intenção de voto divulgadas em 8 de fevereiro, antes do período de proibição judicial, indicaram que o Partido Democrata, de centro-esquerda, alcançaria maioria na câmara inferior, mas teria de formar uma coalizão com o grupo centrista do atual primeiro-ministro, Mario Monti.

A aliança de centro-direita do ex-premiê Silvio Berlusconi estava cerca de seis pontos percentuais atrás dos líderes. Mas devido à grande proporção de eleitores indecisos o resultado ainda é imprevisível, e os últimos dias de campanha serão cruciais.

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A publicação de pesquisas é ilegal nas duas semanas que antecedem a eleição de 24 e 25 de fevereiro, mas os analistas estão autorizados a revelar dados sobre as prováveis taxas de participação.

A maior parte dos indecisos é formada por donas de casa de meia-idade ou pensionistas com níveis relativamente baixos de educação, que vivem principalmente no sul da Itália, e com pouco interesse na política, disse o pesquisador Renato Mannheimer, do instituto Ispo.

"Mais de metade dos eleitores que estão atualmente indecisos ou potenciais abstêmias dizem que não podem colocar-se na direita ou na esquerda", disse Mannheimer ao jornal de Milão.

Ele acrescentou que é provável que muitos atuais indecisos podem ainda não votar, com base em tendências passadas eleitorais.

Mas os índices históricos de comparecimento às urnas sugerem que cerca de 5 milhões de cidadãos, ou 10%, vão se decidir nos últimos dias, seduzidas por promessas de última hora de líderes partidários, independentemente do seu lugar no espectro político.

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