União Europeia aprova testes de DNA depois do escândalo da carne de cavalo

Por iG São Paulo |

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Bloco vai identificar se há carne de cavalo em produtos vendidos como carne bovina. Testes também vão procurar um anti-inflamatório que pode ser prejudicial para a saúde humana

A União Europeia concordou em começar imediatamente os testes para identificar carne de cavalo em produtos vendidos como carne de boi, em busca de reafirmar aos seus nervosos consumidores que a comida do país é segura e para dar fim ao escândalo da carne de cavalo que tomou conta da Europa. Os testes irão também procurar pela presença de fenilbutazona, um anti-inflamatório utilizado em cavalos que pode ter efeitos adversos para a saúde humana.

"Eu saúdo a rápida aprovação pelos Estados-membros de um plano que eu coloquei na mesa dois dias atrás e os conclamo a manter a pressão nos seus esforços para identificar um cenário mais claro e uma sequência de eventos", disse o diretor para saúde do bloco, Tonio Borg, em comunicado.

Leia também: França retira refeições com carne de cavalo de prateleiras

O plano inicial de um mês de testes também vai procurar por resíduos de drogas potencialmente prejudiciais à saúde, depois de resultados positivos em testes realizados em seis cavalos abatidos no Reino Unido para o anti-inflamatório fenilbutazona, que é ilegal na carne para consumo humano. Os resultados iniciais dos testes são esperados para meados de abril.

Escândalo
O escândalo envolvendo o comércio irregular de carne de cavalo não para de crescer de proporções na Europa. As autoridades sanitárias da França cancelaram ontem a autorização de venda de produtos da marca Spanghero, fornecedor da carne da fabricante de congelados Findus.

O caso, descoberto no Reino Unido, já envolve a França, a Romênia - país de procedência da carne - e a Holanda, onde trabalhariam intermediários responsáveis pelo tráfico, além de dez países em que carne equina foi consumida em lugar de bovina

A crise continuou a ecoar na sexta-feira, quando a Áustria e Noruega confirmaram que refeições prontas de bife bovino continham carne de cavalo, aumentando preocupações de que mais casos em mais países venham à tona.

No Reino Unido, testes verificaram que 29 de 2.501 produtos comercializados no país continuam mais de 1% de carne de cavalo.

(com informações da Reuters e Agência Estado)

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