Bomba mata 47 pessoas na cidade de Quetta, no Paquistão

Por Reuters |

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Organização paquistanesa terrorista Lashkar-e-Jhangv assumiu ataque sectário a xiitas

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A organização paquistanesa Lashkar-e-Jhangvi, que segundo autoridades de inteligência tornou-se uma ameaça à segurança do país, assumiu a responsabilidade por um ataque sectário a xiitas que matou 47 pessoas na cidade de Quetta neste sábado.

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Autoridades dizem que a maior parte dos mortos pertenciam à minoria xiita do Paquistão, que tem sido alvo de ataques de extremistas sunitas que aparentemente agem à vontade para dar cabo de ataques sectários.

"A explosão foi causada por um aparelho explosivo improvisado preso a uma motocicleta", disse o vice-inspetor-geral da polícia em Quetta, Wazir Khan Nasir. "Isso é uma continuação do terrorismo contra os xiitas".

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Explosão foi causada por um aparelho improvisado preso a uma motocicleta

Mais de 400 xiitas foram mortos no Paquistão no ano passado, muitos por atiradores ou em ataques com bombas, e os agressores quase nunca são presos.

Um porta-voz da LeJ assumiu responsabilidade pelo massacre deste sábado próximo a um bazar, uma escola e um centro de informática. Havia sacolas e livros escolares espalhados pelo local.

"Eu vi muitos corpos de mulheres e crianças", disse uma testemunha num hospital. "Pelo menos doze pessoas morreram queimadas pela explosão".

No mês passado, a LeJ afirmou ter realizado um atentado em Quetta que matou mais de 100 pessoas, um dos piores ataques sectários do Paquistão. Milhares de xiitas protestaram em várias cidades após o ataque.

A maioria das agências de inteligência ocidentais consideram o Taleban e a Al-Qaeda as maiores ameaças à segurança no Paquistão, que tem armas nucleares e é um aliado estratégico dos Estados Unidos. Mas autoridades de segurança do país dizem que a Lej se tornou uma força perigosa, dando cabo de ataques em várias partes do país com o objetivo de desencadear guerra sectária, criar caos e instalar uma teocracia sunita.

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