Farc libertam dois policiais sequestrados

Por Reuters |

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Os patrulheiros Cristian Camilo Yate e Victor Gonzalez estavam sequestrados havia um mês e foram entregues no Comitê Internacional da Cruz Vermelha

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A guerrilha Farc libertou nesta sexta-feira dois patrulheiros policiais que estavam sequestrados desde o mês passado, num aparente gesto de boa vontade antes da próxima rodada de um tenso processo de paz com o governo.

Colômbia: Farc dizem que continuarão capturando membros do Exército

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, maior grupo armado da América Latina, libertou os dois agentes apesar de a liderança rebelde ter prometido que continuará capturando membros das forças de segurança enquanto não houver um acordo de paz.

Os patrulheiros Cristian Camilo Yate e Victor Gonzalez foram entregues ao Comitê Internacional da Cruz Vermelha em uma área montanhosa do sul da Colômbia, onde o grupo ainda mantém um soldado refém.

Saiba mais: Entenda as negociações de paz entre as Farc e o governo colombiano

Jaime Saldarriaga/Reuters
Maryse Limonar, responsável pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha na Colômbia, concede entrevista sobre a libertação de dois patrulheiros

As Farc, consideradas um grupo terrorista por Estados Unidos e União Europeia, prometeu libertar esse soldado até sábado.

Imagens de TV mostraram os dois policiais libertados abraçando a ex-senadora Piedad Córdoba, que teve seu mandato cassado por causa de uma suposta ligação com as Farc e que tem atuado em diversas libertações.

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A libertação ocorre após uma difícil rodada de negociações de paz em Havana durante a qual os dois lados trocaram farpas públicas em resposta ao aumento da violência, dos ataques contra a infraestrutura econômica e dos sequestros. As negociações devem ser retomadas na semana que vem.

Uma campanha militar apoiada pelos Estados Unidos enfraqueceu significativamente as Farc na última década, criando uma situação de maior estabilidade que atrai bilionários investimentos estrangeiros.

Mas a guerrilha resiste em alguns redutos na selva e intensificou seus ataques desde o fim de um cessar-fogo unilateral, em 20 de janeiro, como forma de pressionar o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, a conter as hostilidades enquanto os dois lados negociam.

Sete soldados foram mortos em combate com as Farc na quarta-feira no sul da Colômbia.

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