Em discurso anual sobre o Estado da União, presidente americano também deve anunciar retirada de 34 mil soldados americanos do Afeganistão no início de 2014

Apenas 22 dias após o início de seu segundo mandato, o presidente dos EUA, Barack Obama   centrará nos desafios da economia e no fortalecimento da classe média no seu discurso anual no Congresso, na noite desta terça-feira. Ele também deve anunciar que 34 mil soldados deixarão o Afeganistão no início de 2014.

Com a retirada, os EUA permaneceriam com cerca de 66 mil soldados no país. Os EUA encerrarão as operações de combate no Afeganistão no final de 2014, mas não está claro quantas tropas para treino permanecerão no país. 

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Presidente Barack Obama acena ao caminhar pela Casa Branca, em Washington
AP
Presidente Barack Obama acena ao caminhar pela Casa Branca, em Washington


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Além disso, temas da economia americana devem predominar durante o pronunciamento anual sobre o Estado da União. A escolha desse tema é reflexo da demanda da opinião pública e do cálculo da Casa Branda de que, sem a entrega de sua promessa ao eleitorado de melhora na economia, Obama ficará de mãos atadas para as iniciativas doméstica, de defesa e de política externa até o fim do seu governo. 

Velhas promessas, como a de sancionar uma reforma ampla da política de imigração e novos desafios, como o de restringir as vendas de fuzis de assalto, estarão presentes.

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Na semana passada, Obama antecipou que no discurso sobre o Estado da União se concentraria em "uma economia que funcione para todo mundo" e na necessidade de fortalecimento e expansão da classe média norte-americana. "Vou falar que estamos concentrados na criação de empregos nos EUA", resumiu. Seus assessores trataram de deixar vazar para a imprensa a espinha dorsal de seu principal discurso à nação.

Este quarto Estado da União de Obama não traçará novos objetivos para seu segundo mandato. Mas deixará clara a sua pressa em resolver velhos imbróglios com potencial de minar a recuperação americana e o cumprimento de suas promessas de campanha - não apenas as de 2012, como também as de 2008.

Com BBC e Agência Estado




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