Reunião foi reação a terceiro teste nuclear do país feito nesta terça-feira

O Conselho de Segurança das Nações Unidas "condenou fortemente" o terceiro teste nuclear da Coreia do Norte realizado nesta terça-feira. Em uma reunião de emergência, o grupo votou pela tomada de ação contra o país.

Ativistas queimam bandeira da Coreia do Norte em Seul após teste nuclear
Reuters
Ativistas queimam bandeira da Coreia do Norte em Seul após teste nuclear


"Os membros do Conselho de Segurança condenam fortemente o teste, que é uma grave violação das resoluções da entidade", disse o ministro de Relações Exteriores da Coreia do Sul, Kim Sung-hwan, que é o presidente do Conselho neste mês. Segundo ele, o Conselho irá agora considerar "medidas apropriadas".

A embaixadora norte-americana para a ONU, Susan Rice, disse que Washington e seus aliados planejam "aumentar o regime de sanções" que já está em vigor diante dos testes atômicos de Pyongyang (capital da Coréia do Norte) em 2006 e 2009.

Brasil

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou nota manifestando preocupação com os testes nucleares na Coreia do Norte. O governo brasileiro pede que o país cumpra as resoluções do Conselho de Segurança daONU de forma a contribuir para a retomada das negociações de paz e segurança na Península da Coreia.

“O governo brasileiro tomou conhecimento com preocupação do novo teste nuclear conduzido pela República Popular Democrática da Coreia (RPDC). O governo brasileiro conclama a RPDC a cumprir plenamente as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança e contribuir ativamente para criar as condições necessárias à retomada das negociações relativas à paz e segurança na península coreana”, diz a nota do Ministério das Relações Exteriores.

Segundo a agência oficial de notícias norte-coreana, o dispositivo detonado era “pequeno e leve”, porém com poder explosivo maior do que os acionados nos testes anteriores, de 2006 e 2009. Em decorrência do teste nuclear, foi registrada na região uma atividade sísmica de 4,9 graus (escala Richter).

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*com Reuters e Agência Brasil

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