Médicos sul-coreanos são mortos no norte da Nigéria

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Esse é o segundo ataque em dois dias contra funcionários da área da saúde; corpos dos três médicos foram encontrados em casa com ferimentos de faca

Três médicos sul-coreanos foram mortos no norte da Nigéria na noite de sábado (9), informaram autoridades do país neste domingo (10). Esse é o segundo ataque em dois dias contra funcionários da área da saúde em uma nação assolada por atentados praticados por uma seita radical islâmica.

Leia também: Mulheres da equipe de vacinação contra pólio são mortas na Nigéria

Saiba mais: Vídeo mostra tropas da Nigéria executando prisioneiros em Maiduguri

O crime contra os médicos em Potiskum, no Estado de Yobe, aconteceu um dia depois que homens armados mataram ao menos nove mulheres que administravam vacinas contra pólio em crianças de Kano, maior cidade da Nigéria localizada no norte, predominantemente muçulmano.

De acordo com uma autoridade do hospital geral de Potiskum, os médicos foram atacados em casa. Os sul-coreanos não tinham guardas em suas residências e andavam pela cidade nos típicos triciclos que funcionam como taxis, sem escolta policial.

Violência: Homens armados atacam aldeias e matam pelo menos 10 na Nigéria

No momento em que os soldados chegaram na casa, encontraram as esposas dos médicos escondidas em um canteiro de flores no quintal. No local, eles encontraram os corpos dos homens com ferimentos feitos com facas. Dois deles estavam com as gargantas cortadas e o terceiro foi decapitado.

O comissário da polícia do Estado de Yobe Sunusi Rufai confirmou que o ataque aconteceu e disse que as autoridades já começaram as investigações. O chanceler em Seoul se recusou a fazer comentários.

Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque, embora as suspeitas recaiam sobre a seita Boko Haram.

O Boko Haram, cujo nome significa "educação ocidental é um sacrilégio", tem atacado prédios do governo e das forças de segurança nos últimos anos. Somente em 2012, o grupo reivindicou responsabilidade por 792 mortes.

Com AP

Leia tudo sobre: coreia do sulnigériaboko haramviolência

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas