Irã rejeita pressão dos EUA em aniversário da revolução

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Presidente Mahmoud Ahmadinejad diz que negociaria com o Ocidente sobre o programa nuclear se países parassem de 'apontar arma' para o Irã

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O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse neste domingo (10) que Teerã não negociará seu controverso programa nuclear sob pressão, mas que dialogorá com seus adversários caso eles parem de "apontar a arma".

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AP
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, discursa na praça Azadi durante comemoração do aniversário de 34 anos da Revolução Islâmica


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Em um discurso para marcar o 34º aniversário da revolução islâmica, Ahmadinejad usou um tom mais conciliador que o aiatolá Ali Khamenei, que refutou um pedido dos Estados Unidos por negociações diretas das questões em disputa entre os dois países.

Ahmadinejad não tem autoridade para autorizar negociações sobre o programa nuclear, que cabem ao líder supremo Khamenei. Os EUA e alguns de seus aliados suspeitam que o Irã está tentando desenvolver armas atômicas sob o manto de um programa nuclear de energia para uso civil, acusação que o Irã nega.

"Você não pode apontar uma arma para a nação iraniana e esperar que eles negociem com você", afirmou Ahmadinejad, discursando para uma plateia reunida na Praça Azadi (Liberdade), em Teerã.

Sua fala, que se tratou em parte com a política iraniana em relação a seus "inimigos", foi transmitida ao vivo na TV estatal do país. "As conversas não deveriam ser usadas como uma alavanca para impor opiniões."

Ele acrescentou: "Se vocês pararem de apontar a arma para a nação iraniana, eu mesmo negociarei (com vocês)".

Na quinta-feira, Khamenei rechaçou uma oferta de negociações diretas com os Estados Unidos, dizendo que negociações e pressão são incompatíveis.

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