Explosão da Pemex foi causada por acúmulo de gás, diz México

Por iG São Paulo |

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Procurador-geral do país descartou as suspeitas de sabotagem levantadas após o incidente que deixou ao menos 37 mortos na sede da estatal petrolífera

A explosão que provocou a morte de ao menos 37 pessoas e deixou dezenas de feridos na sede da estatal petrolífera mexicana Pemex na semana passada foi causada por um acúmulo de gás, informou o procurador-geral do país.

Jesús Murillo Karam disse também que os investigadores ainda estavam procurando a fonte do gás, e revisando documentos ligados às inspeções do prédio para determinar se a Pemex não descobriu essa acumulação de gás. Como uma estatal, a própria Pemex é responsável por inspecionar seus prédios.

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AP
Bombeiros procuram vítimas nos escombros após explosão na sede da Pemex (1/2/2013)

Histórico: Explosão na Cidade do México é a pior em 30 anos

Murillo afirmou na noite de segunda-feira que uma investigação realizada por especialistas mexicanos, espanhóis, americanos e britânicos não conseguiu encontrar traçis de explosivos no local do incidente, o mais recente em uma série de problemas de segurança na empresa. Segundo ele, os investigadores acreditam que uma faísca elétrica ou outra fonte de calor detonou o gás.

Com a exceção de três vítimas, nenhum dos mortos tinha marcas de queimadura ou tímpanos estourados - evidências típicas de explosão com bomba. No local, também não havia vigas partidas ou crateras, também sinais comuns de detonação de explosivos.

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O procurador-geral afirmou que um empreiteiro independente contou aos investigadores que ele estava trabalhando com uma equipe de três homens fazendo a manutenção no porão do prédio B2. O empreiteiro teria dito que o porão não estava iluminado, então sua equipe ligou um cabo elétrico no teto.

O empreiteiro disse que segundos depois que ele passou par a um andar acima, ele ouviu um barulho e então o prédio foi atingido por uma explosão. Os três homens foram encontrados mortos no porão com marcas de queimadura, um deles com um fragmento de cabo em seu corpo. Não havia nenhuma evidência de desmembramento, típica de detonação de explosivos.

Murillo disse também que os testes de laboratório descartaram qualquer evidência de explosão. "Fomos capazes de determinar que a explosão foi causada por um acúmulo de gás no porão do prédio", disse. "Essa explosão, no seu pico, gerou um efeito nas estruturas dos andares do prédio, primeiro emputtando-os e depois provocando sua queda. E essa foi a principal causa das mortes."

O anúncio nesta segunda-feira colocou fim em dias de incerteza e de falta de informação sobre a possível causa do incidente, o que provocou reclamações contra o governo e especulações sobre a explosão - a maioria delas considerando a explosão como intencional.

As suspeitas de crime ficaram tão intensas que Murillo insistiu em mostrar fotos de uma mochila encontrada nos destroços para provar à opinião pública que ela continha maquiagem e não potenciais explosivos como foi reportado pela mídia mexicana mais cedo.

Motivo de orgulho nacional por anos, a Pemex tem resistido a modernizações. A companhia tornou-se um teste para a capacidade do México de reformar a economia desde que a produção de petróleo começou a afetar outros setores da economia.

Com AP e Reuters

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