Primeiro-ministro da Espanha rejeita acusações de corrupção

Por iG São Paulo |

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Em Berlim, Mariano Rajoy afirma que as denúncias publicadas contra ele e membros do alto escalão do seu partido são 'completamente falsas'

O primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, afirmou nesta segunda-feira (4) que as denúncias de corrupção contra ele publicadas no jornal El País são "completamente falsas" e acrescentou que seu governo não vai deixar que o escândalo atrapalhe o curso das reformas econômicas.

Após se reunir com a chanceler alemã Angela Merkel em Berlim, Rajoy rejeitou as acusações de que ele e outros membros do alto escalão de seu partido teriam recebido pagamentos de um fundo secreto. "Vamos superar essa situação, porque essas alegações são absolutamente falsas", disse.

Reação após denúncias: Oposição da Espanha pede demissão de Rajoy por corrupção

AP
Chanceler alemã Angela Merkel e o premiê espanhol, Mariano Rajoy, participal de coletiva na chancelaria de Berlim, Alemanha


Ele também afirmou que o Partido do Povo (PP) está comprometido com as reformas que pretendem tirar a Espanha da crise financeira. Rajoy rejeitou os pedidos da oposição por sua renúncia depois da publicação de fotos de documentos que supostamente mostram pagamentos secretos feitos a membros do PP.

A acusação de corrupção provocou manifestações e uma petição online pela renúncia do premiê reuniu 850 mil assinaturas. "O governo está estável. O PP tem a maioria", disse. "Está levando sua agenda baseada em reformas."

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As acusações contra Rajoy tiveram reflexos no mercado, com o índice de ações IBEX da Espanha caindo 3,57% na segunda-feira e a taxa de juros dos títulos de 10 anos subindo 5,42%.

Merkel recebeu bem o rumo que as reformas na Espanha tomaram e disse que o escândalo não afetará o trabalho, uma vez que os dois países têm "um relacionamento baseado na confiança".

O Fundo Monetário Internacional (FMI) também deu ao governo de Rajoy um voto de confiança ao dizer nesta segunda-feira que as finanças espanholas e as reformas bancárias estavam em um "estágio avançado".

A acusação central publicada pelo El País se trata de uma lista de pagamentos secretos não declarados ligados a nomes do alto escalão do PP. Até 2007, era permitido que os partidos espanhóis recebessem doações anônimas.

O jornal espanhol afirmou que os documentos, que datam de 1990 a 2008, foram escritos pelo ex-tesoureiro da legenda Luis Barcenas, que deixou o cargo depois de ter seu nome envolvido em um outro caso de corrupção.

O nome de Rajoy aparece diversas vezes nos documentos. Ao lado de seu nome, há números que totalizam 25.200 euros por ano, de 1999 a 2008. No sábado, dois dias depois da publicação dos documentos, o premiê negou publicamente ter recebido qualquer pagamento secreto.

O procurador-geral da Espanha disse que havia evidências suficientes para investigar as acusações, mas o PP disse que tomaria providências legais contra os responsáveis pelo que chamou de campanha suja, além de anunciar uma auditoria interna de suas finanças.

Com AP e BBC

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