Menina paquistanesa que levou tiro do Taleban passa bem após cirurgia

Por Reuters |

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Em vídeo divulgado por hospital no Reino Unido, a ativista Malala Yousufzai diz que já estava andando e falando: 'Minha missão é a mesma: ajudar as pessoas'

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Uma estudante paquistanesa que foi submetida a uma cirurgia reconstrutiva no Reino Unido depois que o Taleban atirou em sua cabeça disse, nesta segunda-feira (4), que se sente muito melhor e está concentrada em sua missão de ajudar os outros.

Uma equipe de médicos realizou no sábado uma operação de cinco horas em Malala Yousufzai, de 15 anos, para emendar partes de seu crânio com uma placa de titânio e ajudar a restaurar sua audição do lado esquerdo com um implante cócleo.

No Reino Unido: Paquistanesa atacada pelo Taleban passa por cirurgia no crânio

AP
Malala Yousufzai lê um livro enquanto se recupera no hospital Queen Elizabeth, no Reino Unido (foto de arquivo)

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Falando 24 horas depois de despertar da cirurgia no hospital Queen Elizabeth, em Birmingham, na Inglaterra, Malala disse que já estava andando. "Posso andar um pouquinho, posso falar e estou me sentindo melhor", disse ela de seu leito de hospital em um vídeo divulgado pelo hospital.

"Acho que vou ficar melhor muito rápido, e não haverá problemas. Acontece que minha missão é a mesma, ajudar as pessoas, e vou fazer isso", disse.

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Malala levou um tiro na cabeça à queima-roupa em outubro do Taleban por defender a educação para meninas, e foi levada ao Reino Unido para tratamento.

Os médicos do hospital descreveram-na como focada e entusiasmada e disseram que ficaram impressionados com sua recuperação até agora e esperam que ela receba alta em breve.

"Ela deveria estar sentindo pena de si mesma 24 horas depois de uma operação como aquela, não falando sobre ajudar outras pessoas", disse Dave Rosser, diretor médico do hospital.

O ataque à garota aconteceu quando ela deixava a escola no vale de Swat, e provocou críticas internacionais. A menina se tornou símbolo da resistência aos esforços do Taleban de negar educação às mulheres.

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