Acusados de estupro que comoveu a Índia se declaram inocentes

Por Reuters |

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Os cinco homens acusados do estupro de uma estudante de Nova Delhi em dezembro, que resultou na sua morte, podem ser condenados à pena de morte

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Cinco homens se declararam inocentes neste sábado (2) das acusações de estupro coletivo e assassinato de uma estudante indiana de fisioterapia, em um caso que causou a modificação das leis contra crimes sexuais após protestos devido ao grande número de casos de violência contra a mulher no país. Veja imagens dos protestos:

Manifestantes em Mumbai neste sábado (29/12) protestam contra o estupro de uma estudante que resultou na sua morte. Foto: APPessoas acompanham a chegada do corpo da estudante vítima de um estupro coletivo. Foto: ReutersMulheres indianas acendem velas em protesto contra estupro coletivo de jovem na capital, Nova Délhi; a jovem morreu nesta sexta-feira (28). Foto: APManifestantes indianos são escoltados pela polícia durante protesto contra estupro brutal de estudante em ônibus por gangue no dia 16 (24/12). Foto: APManifestantes tentam se proteger enquanto são agredidos por polícia em Nova Délhi durante manifestação violenta contra estupro coletivo de estudante (23/12) 
. Foto: APPolícia indiana tenta conter mulheres que protestam contra estupro coletivo de jovem de 23 anos em ônibus de Nova Délhi (23/12). Foto: APManifestantes em Nova Délhi pedem maior punição contra suspeitos de estuprar estudante em ônibus (22/12). Foto: APEstudantes seguram cartazes pedindo punição aos estupradores de uma estudante durante protesto em Allahabad, Índia (20/12). Foto: APIndianos participam de vigília à luz de velas do lado de fora de hospital onde vítima de estupro coletivo está internada em Nova Délhi (20/12). Foto: APMulheres fazem protesto em frente à casa da chefe de governo do Estado Sheila Dikshit em Nova Délhi, Índia (19/12). Foto: AP


A polícia diz que o grupo levou a mulher de 23 anos até um ônibus em Nova Délhi, onde repetidamente estupraram e atacaram a garota com uma barra de metal, antes de jogá-la sangrando em uma via pública. Ela morreu de lesões internas duas semanas após o ataque de 16 de dezembro.

Uma testemunha da Reuters viu os homens chegando ao tribunal com seus rostos cobertos. De acordo com os advogados presentes, eles ouviram 13 acusações na corte, incluindo homicídio, que pode resultar em pena de morte. Eles deixaram o local 15 minutos depois.

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"Após o juiz ter lido as acusações, os cinco se declararam inocentes e saíram", disse A.P. Singh, um advogado que defende dois dos acusados, Vinay Sharma e Akshay Thakur.

Singh afirmou que a promotoria vai convocar três testemunhas para a próxima audiência, na terça-feira, quando se iniciará formalmente o julgamento.

Uma sexta pessoa, que a polícia diz ser parte da gangue que atacou a jovem é menor de idade e será julgado separadamente.

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