Senado confirma Kerry como sucessor de Hillary no Departamento de Estado

Por iG São Paulo |

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Ainda não há nenhuma data para a cerimônia de posse de Kerry como secretário de Estado , mas ele participará de um evento de boas-vindas na segunda-feira nos EUA

O Senado dos EUA confirmou na terça-feira o senador John Kerry como sucessor de Hillary Clinton na chefia do Departamento de Estado. A votação por 94 a 3 marcou seu ressurgimento no palco global oito anos depois de seu fracasso para impedir a reeleição do presidente George W. Bush (2001-2009).

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AP
Senador John Kerry é sabatinado pela Comissão de Relações Exteriores do Senado para tentar confirmação à chefia do Departamento de Estado (24/01)

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Republicanos e democratas caracterizaram Kerry como o sucessor ideal de Hillary, que está se afastando quatro anos depois de ocupar o cargo. Kerry, 69, filho de um diplomata e veterano condecorado do Vietnã, havia sido considerado para a função mas foi preterido em 2009. Em vez disso se tornou presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, e Obama o encarregou de melhorar as relações estremecidas com o Afeganistão e Paquistão.

Ainda não há nenhuma data para a cerimônia de posse de Kerry, mas ele participará de um evento de boas-vindas na segunda-feira no Departamento de Estado.

A fácil aprovação de Kerry como o principal diplomata dos EUA tem um forte constraste com o tratamento mais duro para os outros indicados de Obama para cargos na segurança nacional - Chuck Hagel para a secretaria da Defesa e John Brennan para a diretoria da CIA.

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A embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, vista anteriormente como a favorita de Obama para suceder a Hillary, teve de retirar seu nome da disputa depois de republicanos terem criticado a forma como lidou com relatórios sobre o ataque a uma missão diplomática dos EUA em Benghazi, Líbia, em que o embaixador Chris Stevens e outros três americanos foram mortos.

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Hagel, ex-senador republicano com dois mandatos, enfrenta forte oposição de alguns de seus colegas de partido que questionam seu apoio a reduções no arsenal nuclear e a cortes em gastos de defesa. Legisladores também questionaram se ele apoia suficientemente Israel e se opuseram a qualquer aceno ao Irã. Hagel tem a reputação de ser independente e às vezes diferenciou-se de seu partido em algumas questões.

Brennan enfrenta questões de republicanos sobre o vazamento de informação sigilosa da Casa Branca e de democratas sobre o uso pelo governo de aviões não tripulados para atingir supostos terroristas.

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