Coreia do Norte ameaça 'dissuasão nuclear' após reprimenda da ONU

Por Reuters | - Atualizada às

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Declaração foi feita depois de Conselho de Segurança aprovar resolução reforçando sanções contra regime em retaliação a teste de foguete em dezembro

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A Coreia do Norte ameaçou nesta quarta-feira ampliar sua capacidade militar e nuclear em resposta a uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU que reforça as sanções ao regime comunista de Pyongyang.

Desafio: Coreia do Norte lança foguete com sucesso

Dezembro: Conselho de Segurança condena lançamento de foguete da Coreia do Norte

AP
Espectadores assistem à TV mostrando líder norte-coreano, Kim Jong-un, em estação ferroviária de Seul, Coreia do Sul

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A resolução, que censurou a Coreia do Norte por ter lançado um foguete em dezembro, foi aprovada por unanimidade pelos 15 países do principal órgão das Nações Unidas. Apesar de não impor novas sanções à Coreia do Norte - apenas ampliar as já existentes -, o texto é significativo por ter tido o apoio da China, aliada de Pyongyang, segundo diplomatas.

A resolução diz que o Conselho "deplora as violações" de resoluções anteriores que proibiam a Coreia do Norte de testar tecnologias associadas a mísseis balísticos ou a armas nucleares.

No texto, o Conselho manifestou a "determinação de tomar uma medida significativa em caso de mais um lançamento ou testes nuclear" do país. A Coreia do Norte reagiu rapidamente, dizendo que não participará mais de negociações para a desnuclearização da Península Coreana e reforçará suas capacidades militares e nucleares.

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"Tomaremos medidas para reforçar e fortalecer nosso poderio militar defensivo, incluindo a dissuasão nuclear", disse a chancelaria em nota divulgada pela agência estatal de notícias KCNA.

O enviado especial dos EUA para a Coreia do Norte, que chegou nesta quarta-feira a Seul para reuniões com funcionários sul-coreanos, pediu a Pyongyang que recue das novas provocações e deixou a porta aberta ao diálogo.

"Se eles puderem começar a dar passos concretos para indicar seu interesse em voltar à diplomacia, poderão nesse processo encontrar parceiros dispostos", disse Glyn Davies.

Veja também: História sobre 'sensualidade' de líder norte-coreano engana imprensa chinesa

As discussões multilaterais voltadas para o fim do programa nuclear norte-coreano envolvem EUA, China, Rússia, Japão e as duas Coreias. Elas são realizadas de forma intermitente desde 2003, mas estão paralisadas desde 2008.

O chanceler russo disse nesta quarta que a Coreia do Norte deve obedecer à comunidade internacional e respeitar os limites impostos aos seus programas nucleares e de mísseis.

A Coreia do Sul diz que o Norte está tecnicamente pronto para um terceiro teste nuclear, e imagens de satélite indicam que há preparativos em curso no local de testes nucleares norte-coreanos. Mas analistas políticos consideram que esse teste é improvável em curto prazo.

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