Soldados da França assumem controle de cidade-chave do Mali

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ocupação de Diabaly, que estava nas mãos de militantes islâmicos desde o dia 14, é a primeira grande vitória da França desde o início de sua intervenção no país no dia 11

Forças francesas assumiram o controle nesta segunda-feira de Diabaly, no centro do Mali, e patrulham as ruas da cidade em veículos blindados e inspecionam os restos destruídos de uma picape com uma metralhadora deixada para trás por militantes em fuga. Além de Diabaly, a França também tomou controle de Douentza.

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AP
Soldado francês patrulha perímetro ao redor de Diabaly, Mali

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Os soldados da França entraram em Diabaly, a 350 quilômetros ao norte da capital Bamako, que era controlava desde o dia 14 pelos radicais islâmicos, com uma coluna de blindados de transporte e de caminhões de suprimento.

Os militantes deixaram o local após terem sido alvo de bombardeios franceses, na primeira grande vitória da França desde o início da intervenção, no dia 11.

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"Forças francesas e malinesas avançaram para Diabaly e vão continuar sua missão de proteger a cidade", disse à Reuters um militar que se identificou apenas como capitão Samasa, subcomandante das forças malinesas na vizinha localidade de Niono. Sob anonimato, outra fonte de segurança confirmou essa informação.

De acordo com moradores, os bombardeios aéreos franceses obrigaram os radicais a fugir ou a se misturar à população local. A operação militar tem o objetivo de evitar que os islamitas se direcionem à capital a partir de seus redutos no vasto e desértico norte do Mali.

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"A razão por que isso (a ocupação francesa) levou tanto tempo, e o que evitou que os aviões franceses destruíssem completamente os islamitas, é o fato de que eles se escondiam entre a população", disse Gaoussou Kone, 34, o chefe da associação de jovens locais. "Com o objetivo de evitar perdas humanas, os franceses não foram capazes de atacar diretamente."

Reforços africanos 
Já há mil soldados de nações da África Ocidental e do Chade no território do Mali, formando a base para uma força que irá combater rebeldes islâmicos no país, disse um porta-voz militar francês hoje.

A força africana, autorizada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e conhecida pela sigla Afisma, poderá ter vários milhares de soldados. Atualmente, ela está composta por 830 militares do bloco regional Cedeao (de países como Togo, Benin, Níger e Nigéria), e mais 170 do Chade.

Eles colaboram com os 2.150 membros da força de intervenção francesa, que por sua vez ajuda o Exército malinês a conter os rebeldes. A França, que colonizou o Mali, já promoveu 140 bombardeios aéreos no país desde o início da sua campanha, em 11 de janeiro, segundo o porta-voz.

Um voo dos Estados Unidos levando apoio logístico aos militares franceses chegou na noite de domingo ao Mali, segundo o porta-voz. Aviões cargueiros de outros países europeus já pousaram no país. 

*Com AP e Reuters

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