Em discurso perante centenas de milhares, presidente dos EUA faz apelo à união para que país possa enfrentar 'as realidades de nosso tempo'

O presidente dos EUA, Barack Obama, assumiu nesta segunda-feira seu segundo mandato em uma cerimônia pública na frente do Capitólio (Congresso), em Washington. O líder fez seu segundo juramento ao cargo em menos de 24 horas perante o presidente da Suprema Corte americana, John Roberts.

Discurso de posse: Obama pede união como resposta a novos desafios dos EUA

Presidente dos EUA, Barack Obama, faz juramento ao cargo perante presidente da Suprema Corte americana, John Roberts (21/01)
AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, faz juramento ao cargo perante presidente da Suprema Corte americana, John Roberts (21/01)

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Em seu discurso de posse , o líder americano fez uma apelo pela união americana perante os desafios que os EUA vão ter de enfrentar, "as realidades do nosso tempo". "Agora, mais do que nunca, devemos fazer as coisas juntos, como uma nação e um povo", disse.

"Temos de fazer as escolhas difíceis para reduzir o custo da assistência à saúde e o tamanho do nosso déficit", afirmou. "Mas rejeitamos a crença de que os EUA têm de escolher entre cuidar da geração que construiu esse país e a geração que construirá seu futuro."

O líder americano também declarou que um década de guerra está no fim, a economia do país está em recuperação, afirmando perante centenas de milhares que as "possibilidades da América são ilimitadas".

O primeiro juramento de Obama foi feito, como manda a Constituição, ao meio-dia de 20 de janeiro em cerimônia privada na Casa Branca . Os organizadores dos eventos consideraram que seria inadequado fazer uma grande atividade popular no fim de semana, e por isso transferiram as principais festividades da posse para esta segunda. Assim como Obama, o vice-presidente Joe Biden também repetiu o juramento nesta segunda.

Obama, o organizador comunitário e professor de lei constitucional que teve uma ascensão improvável para o centro do poder, está perante uma nação mergulhada em desunião partidária, uma economia ainda fraca e uma variedade de desafios no exterior.

O líder americano também enfrenta uma posição menos favorável no palco mundial, onde as expectativas em relação a ele eram tão altas há quatro anos que o fizeram ser premiado com o Prêmio Nobel da Paz poucos meses depois do início do seu primeiro mandato. "Apenas raramente uma pessoa captura, da mesma forma que Obama, a atenção do mundo e dá à sua população a esperança de um futuro melhor", afirmou o Nobel em 2009.

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Quatro anos depois de fazer história ao se tornar o primeiro presidente negro dos EUA, Obama iniciou seu segundo mandato com uma cerimônia mais modesta, que reflete as expectativas menores que cercam seus próximos quatro anos no cargo. O início do segundo mandato teve menos gente na rua, menos festas populares e menos bailes oficiais.

A expectativa dos organizadores era de que entre 700 mil e 1 milhão de pessoas comparecessem à avenida National Mall para assistir ao segundo juramento, total bem inferior à multidão de 1,8 milhão que lotou o local na posse de 2009.

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Uma pesquisa NBC/Wall Street Journal na semana passada mostrou que 43% dos americanos estão otimistas com os próximos quatro anos, enquanto 35% estão pessimistas e 22% estão divididos.

Na noite de domingo, as autoridades fecharam várias ruas de Washington por causa da cerimônia pública. Barreiras de segurança foram montadas, e milhares de policiais e agentes da Guarda Nacional foram mobilizados.

Após a cerimônia de posse, os casais Barack e Michelle Obama e Joe e Jill Biden participam de um almoço e de um desfile que vai do Congresso à Casa Branca pela avenida Pensilvânia.

*Com AP e Reuters

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