Militares argelinos atacam e matam sequestradores, diz agência

Por BBC | - Atualizada às

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Sete reféns e 11 militantes foram mortos em ação em refinaria de gás no quarto dia de crise no deserto do Saara

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AP
Moradores de Ain Amenas, na Argélia, aguardam informações sobre parentes em ataque na refinaria de gás

Onze militantes foram mortos por soldados da Argélia durante um ataque realizado para libertar os reféns mantidos em um refinaria de gás em Amena, no deserto do Saara, segundo a agência de notícias estatal argelina APS.

As forças especiais argelinas realizaram um ataque final na refinaria neste sábado.

Os sete reféns que estavam no local foram mortos pelos sequestradores enquanto os soldados tentavam libertá-los, de acordo com a agência.

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Ainda não foram divulgadas a nacionalidades dos reféns mortos. Os detalhes da operação e das mortes ainda não estão claros e não há confirmação independente das informações.

Os militantes sequestraram os funcionários da refinaria na quarta-feira e, na quinta, os militares argelinos realizaram as primeiras tentativas de resgate.

Armadilhas
Pouco antes da divulgação das primeiras informações sobre o fim do cerco à refinaria, o líder dos seqüestradores, Abdul Rahman al-Nigeri, afirmou que o governo argelino tinha que escolher entre a negociação com os militantes e a morte dos reféns.

Nigeri disse que tinha instalado bombas na área onde sequestradores e reféns estavam e prometeu explodir todo o complexo caso o Exército tentasse invadir.

Inicialmente, a agência de notícias APS informou que 12 funcionários da refinaria, argelinos e estrangeiros, tinham sido mortos desde as primeiras tentativas de resgate. Os militantes, por sua vez, informaram que estavam mantendo sete reféns antes do ataque.

Ainda não há informações sobre 30 estrageiros, incluindo dez cidadãos britânicos.

A refinaria de Amenas fica a cerca de 1.300 quilômetros ao sul da capital, Argel, e é administrada pela BP, a Statoil, da Noruega, e uma companhia de petróleo estatal da Argélia.

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