Paquistão acusa Índia por nova morte de soldado na Caxemira

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Incidente representa a 5ª morte nos últimos dez dias, no pior surto de violência no território disputado pelos dois países desde que cessar-fogo entrou em vigor há quase uma década

O Exército paquistanês disse nesta quarta-feira que apresentará um protesto formal à Índia sobre a morte de um soldado paquistanês na Caxemira, a quinta fatalidade decorrente de hostilidades entre os países vizinhos neste ano.

Dia 10: Soldado do Paquistão morre por disparos de militares da Índia

Reuters
Indiano da Força de Segurança da Fronteira faz vigília durante patrulha noturna em fronteira com o Paquistão (14/01)

Acusação da Índia: Soldados paquistaneses mataram dois militares indianos

A informação surgiu um dia depois de o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, alertar que as relações de seu país com a nação rival "não podem ser normais" depois dos recentes incidentes, em que dois paquistaneses e dois soldados indianos foram mortos nos últimos dez dias, no pior surto de violência na Caxemira desde que a Índia e o Paquistão acordaram um cessar-fogo há quase uma década.

Segundo comunicado do Exército do Paquistão, tropas indianas mataram o soldado em uma base chamada Kundi por tiros disparados do lado indiano da linha de controle, no disputado território do Himalaia.

Porta-vozes do governo de ambos os lados têm procurado diminuir a importância das mortes e insistiram que a violência não atrapalharia as negociações destinadas a melhorar as relações entre os dois países que possuem arsenal nuclear.

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As relações bilaterais melhoraram depois de passarem por uma grave crise em 2008, quando atiradores deixaram 166 mortos durante três dias em Mumbai, num ataque atribuído pela Índia a um grupo militante paquistanês.

Mas um novo regime de vistos, que foi aclamado como um sinal de descongelamento dos laços antes do último confronto, foi abalado por problemas primários na terça. Cidadãos paquistaneses idosos foram rejeitados depois de aparecerem no posto da fronteira de Wagah, no primeiro dia que o novo esquema entrou em vigor.

"O visto na chegada para os idosos, que era para começar a partir de 15 de janeiro, agora foi colocado em espera, por causa de problemas técnicos", disse um alto funcionário do Ministério do Interior indiano.

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Apesar do cessar-fogo de 2003, disparos e pequenas escaramuças são comuns na chamada Linha de Controle, uma fronteira de 740 quilômetros reconhecida internacionalmente.

*Com Reuters

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