Suprema Corte do Paquistão ordena prisão de primeiro-ministro

Por Reuters | - Atualizada às

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Mandado de prisão é emitido por ligação de Ashraf com caso de corrupção e enquanto clérigo populista, supostamente apoiado pelo Exército, exigia renúncia do governo

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Raja Pervez Ashraf acena a partidários em Islamabad, Paquistão, no dia de posse (22/06)

A Suprema Corte do Paquistão ordenou a prisão do primeiro-ministro Raja Pervez Ashraf por ligação com um caso de corrupção em projetos de energia, noticiaram canais de televisão nesta terça-feira, afundando o país em uma nova turbulência política.

Leia também: Supremo do Paquistão convoca premiê para exigir reabertura de investigação

A decisão foi tomada ao mesmo tempo que um clérigo populista, que receberia apoio dos militares, exigia a renúncia do governo, comandando protestos com a presença de milhares de seguidores no coração da capital Islamabad.

A Suprema Corte deu às autoridades 24 horas para prender o primeiro-ministro e outros 16 envolvidos no escândalo.

O clérigo Muhammad Tahirul Qadri ameaçou permanecer acampado perto do Parlamento, com milhares de partidários, até que seus pedidos sejam atendidos. Qadri recentemente voltou do Canadá para liderar um pedido por reformas, que fez dele um sucesso instantâneo entre os paquistaneses desiludidos com o Estado.

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Em um discurso proferido atrás de um escudo à prova de balas na frente do Parlamento, Qadri elogiou o Exército e o Judiciário, os outros dois centros de poder do país.

"(O governo) desperdiçou e trouxe um fim ruim para as nossas Forças Armadas, que são altamente sinceras, competentes e altamente capacitadas e profissionais", disse, alternando entre o idioma urdu e o inglês.

"Mesmo eles não podem fazer nada, porque a política do governo não é capaz de entregar nada dessa terra. Decisões são feitas por nosso excelente e independente sistema judiciário, mas o governo não está pronto para implementá-las."

Um porta-voz do clérigo disse que os manifestantes ficariam acampados em torno do Parlamento até que o governo dissolvesse o Legislativo e anunciasse a formação de um governo provisório.

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Clérigo sunita paquistanês Tahirul Qadri se dirige a seus partidários protegido por vidro à prova de balas durante manifestação antigoverno em Islamabad, Paquistão

Em um determinado momento, as forças de segurança dispararam para o ar e usaram gás lacrimogêneo para tentar controlar a multidão. O ministro do Interior Rehman Malik disse mais tarde a canais de televisão locais que o governo não cederia a Qadri.

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