Corte rejeita suspender julgamento de Berlusconi sobre escândalo sexual

Por iG São Paulo |

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Advogados haviam pedido suspensão até eleição. Após acordo, marroquina Ruby, pivô do caso, é tirada de lista de testemunhas e não precisa prestar depoimento nesta segunda

Uma corte de Milão rejeitou nesta segunda-feira o pedido dos advogados de Silvio Berlusconi para que o julgamento do ex-premiê italiano por prostituição de menores e concussão (abuso de poder) fosse suspenso até as eleições nacionais de 24 e 25 de fevereiro.

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Karima el-Mahroug (C), marroquina conhecida como 'Ruby' que está no centro de um escândalo sexual de Silvio Berlusconi, chega à corte em Milão

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A equipe jurídica do bilionário da mídia, de 76 anos, argumentou que a posição dele como líder da coalizão de centro-direita que disputa as eleições constitui um impedimento legítimo para seu comparecimento diante da corte.

Os juízes deliberaram por quatro horas antes de decidir que o julgamento tem de prosseguir. "(Berlusconi) não é secretário político nacional do partido nem candidato a premiê", disse a procuradora-adjunta Ilda Boccassini.

"Peço que o processo seja levado adiante, porque uma ação não pode ser suspensa por uma campanha eleitoral. Esse pedido não é uma questão de direito a ser abordado em um tribunal de justiça", acrescentou.

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A defesa também decidiu que não precisa ouvir o depoimento da última testemunha do caso, Karima el-Mahroug, marroquina conhecida como Ruby que está no centro do escândalo.

A decisão foi tomada após um acordo com os advogados de acusação. Na manhã desta segunda, os advogados de Berlusconi haviam pedido que o Tribunal de Milão usasse apenas as declarações verbais da marroquina feitas durante o inquérito do caso.

Ruby apareceu na corte pronta para testemunhar depois de não ter comparecido em duas ocasiões prévias, supostamente porque estava no México em férias. Com o acordo, a jovem já deixou as dependências do tribunal sem prestar testemunho.

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Berlusconi é acusado de pagar para manter relações sexuais com Ruby quando ela tinha 17 anos e durante uma de suas notórias festa "bunga bunga". Ambos negam ter mantido contato sexual. Ela era a última testemunha prevista para dar seu depoimento, o que significa que um veredicto pode sair antes das eleições.

*Com Reuters, AP e Ansa

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