Índia prende seis suspeitos em novo estupro coletivo de passageira de ônibus

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Ataque de sete homens contra mulher de 29 anos acontece quatro semanas depois de estupro brutal causar a morte de estudante; sétimo suspeito ainda é procurado

A polícia disse neste domingo ter prendido seis suspeitos em outro estupro coletivo em um ônibus na Índia, quatro semanas depois de um ataque brutal contra uma estudante em um ônibus em movimento em Nova Délhi ter indignado os indianos e estimulado pedidos por leis mais rígidas contra os crimes sexuais.

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AP
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O policial Raj Jeet Singh disse que uma mulher de 29 anos era a única passageira em um ônibus a caminho de sua vila no Estado de Punjab, norte da Índia, na sexta à noite. O motorista recusou-se a parar em sua vila apesar de seus pedidos repetidos e a levou para um local afastado, relatou. Lá, ele e o cobrador a levaram para um prédio onde se reuniram com cinco amigos. Os sete se revezaram no estupro da mulher durante a noite, disse Singh.

O motorista deixou a mulher na sua vila na manhã de sábado, quando prenderam seis suspeitos. O sétimo ainda é procurado. Gurmej Singh, vice-superintendente da polícia, disse que todos os seis admitiram envolvimento no crime. A vítima se recupera em casa.

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Também no sábado, a polícia prendeu um homem de 32 anos que supostamente estuprou e matou uma menina de 9 anos há duas semanas no distrito de Ahmednagar, no oeste da Índia, informou a Press Trust of India news agency reported. O corpo decomposto da criança foi encontrado na sexta. A polícia disse que o suspeito cometeu o crime sete meses depois de ter sido libertado da prisão depois de cumprir nove anos por estupro e assassinato de uma garota em 2003.

O estupro coletivo e espancamento da universitária de 23 anos em 16 de dezembro causou sua morte 13 dias depois e desatou um debate acalorado sobre o que a Índia precisa fazer para evitar tais tragédias.

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Em seus primeiros comentários desde o crime, a mãe da jovem disse que todos os seis suspeitos no caso, incluindo um que seria menor, merecem morrer. Cinco homens foram indiciados e podem ser sentenciados à morte. O sexto suspeito, que diz ter 17 anos, provavelmente será julgado em uma corte juvenil se testes médicos confirmarem que é menos. Sua sentença máxima seriam três anos em um reformatório.

*Com AP

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