Obama e Karzai aceleram transição militar no Afeganistão

Por AP | - Atualizada às

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EUA darão fim a missões de combate para adotar papel de apoio a partir da primavera, meses antes do previsto; líder dos EUA receberá recomendações sobre retirada de tropas

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Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e do Afeganistão, Hamid Karzai, anunciaram nesta sexta-feira terem concordado em acelerar levemente a transferência da segurança do país asiático para forças afegãs, com todas as forças dos EUA deixando a missão de combate para adotar um papel de apoio na primavera (março a junho, no Hemisfério Norte). Os dois líderes também disseram que Obama concordou em pôr os detidos nos campos de batalha sob controle do governo afegão.

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Presidente dos EUA, Barack Obama, ouve presidente afegão, Hamid Karzai, durante coletiva conjunta na Casa Branca, Washington

Otan: Afeganistão assumirá missões de combate em 2013

Em uma coletiva conjunta com Karzai, Obama afirmou que acelerar a transição militar abriria caminho para um retirada completa dos EUA e de outros países. Também afirmou que qualquer acordo sobre a diminuição no número de tropas deve incluir um pacto de imunidade em que os militares dos EUA não serão submetidos à lei afegã.

"Nesta primavera nossas tropas terão uma missão diferente: treinar, aconselhar e auxiliar as forças afegãs", disse Obama. "Será um momento histórico." O conflito completou 10 anos em 2011.

Posteriormente, ele acrescentou que, mesmo em um papel secundário, ele não poderia descartar que os soldados do país sejam eventualmente usados em combate. Mas enfatizou que seu principal papel será o de apoio. Atualmente há 66 mil soldados americanos em serviço no Afeganistão. 

Karzai manifestou estar satisfeito com o acordo, em parte por ele significar que na primavera não haverá militares estrangeiros nas vilas afegãs.

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Questionado sobre a decisão de acelerar a transição para o Afeganistão do controle de segurança - mudança inicialmente prevista para o verão (junho a setembro, no Hemisfério Norte) -, Obama disse que ainda não estava claro o que isso significaria para o ritmo das retiradas dos EUA neste ano. Ele apenas informou que receberá em breve recomendações de seus principais conselheiros militares sobre a questão.

Projetando a medida sob uma perspectiva positiva, Obama disse que os planos continuam no sentido de ter as forças afegãs completamente responsáveis pela segurança do país até o fim de dezembro de 2014 - com nenhum papel secundário, supostamente, para quaisquer forças dos EUA ou de outros países -, ponto no qual "essa guerra terminará de forma responsável".

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Em suas declarações, os dois líderes disseram que discutem a possibilidade de que a presença militar dos EUA continue além de dezembro de 2014, quando a missão de combate dos EUA e das forças aliadas deve acabar. Mas os dois não deram detalhes sobre isso.

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