Soldado do Paquistão morre por disparos de militares da Índia

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Incidente é o terceiro mortal desde domingo na Caxemira, região no Himalaia pela qual os dois belicosos rivais nucleares já travaram duas guerras

Militares da Índia dispararam para o outro lado da fronteira na disputada Caxemira e mataram um soldado do Paquistão nesta quinta-feira, disse o Exército paquistanês, no terceiro incidente mortal em dias recentes na região do Himalaia.

Acusação da Índia: Soldados paquistaneses mataram dois militares indianos

AP
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Retaliação: Índia convoca embaixador do Paquistão após morte de soldados na Caxemira

O Paquistão disse que os disparos não foram provocados, enquanto o Exército indiano afirmou que seus soldados responderam a disparos feitos do outro lado da fronteira.

Os choques de retaliação ameaçam reverter progresso recente que o Paquistão e a Índia alcançaram em melhorar sua relação historicamente conflituosa. Os dois países travaram três grandes guerras desde que obtiveram independência da Índia britânica em 1947, sendo duas delas pela Caxemira, o único Estado de maioria muçulmana da Índia amplamente hindu.

A relação atingiu um ponto baixo em 2008, quando dez atiradores paquistaneses deixaram 166 mortos em Mumbai, efetivamente parando a cidade por dois dias. A Índia alega que os terroristas tinham vínculos com funcionários de inteligência do Paquistão - acusação que Islamabad nega.

O relacionamento melhorou desde então com novas regras de vistos anunciadas em dezembro com o objetivo de facilitar as viagens entre as duas fronteiras. Os dois países também vêm tomando medidas para melhorar o comércio bilateral.

A montanhosa Caxemira, onde um cessar-fogo mantém-se há uma década na região, é reivindicada em sua totalidade pelos dois belicosos rivais nucleares, mas está dividida entre os dois países. Mortes nos choques militares atualmente são incomuns em comparação com anos prévios.

O perigo da violência desta quinta-feira é o fato de que acontece no rastro de dois incidentes mais sérios em que o Paquistão e a Índia trocaram acusações mútuas de enviar soldados para o outro lado da fronteira e matar militares. As acusações são as primeiras desse tipo desde que o cessar-fogo entrou em vigor, em 2003.

A mais recente rodada de violência começou no domingo, quando o Paquistão acusou soldados indianos de invadir um posto do Exército e matar um de seus soldados. A Índia negou a acusação, e disse que um bombardeio paquistanês destruiu uma casa do seu lado da fronteira.

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Na terça-feira, a Índia disse que soldados paquistaneses cruzaram a fronteira e atacaram uma patrulha, matando dois soldados indianos e decapitando um deles. O Paquistão rejeitou as alegações.

Ambas nações convocaram diplomatas do outro país para protestar contra os ataques, e Islamabad disse que quer observadores militares da ONU na Caxemira para investigar os incidentes. Nesta quinta, Nova Délhi rejeitou a proposta de recorrer à ONU. "Certamente não concordaremos em internacionalizar a questão ou permitir que a ONU faça um inquérito", disse o ministro das Finanças indiano, P. Chidambaram.

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