Soldados paquistaneses mataram dois militares indianos, acusa Índia

Por iG São Paulo |

compartilhe

Tamanho do texto

Segundo porta-voz do Exército, militares do Paquistão cruzaram fronteira da disputada região da Caxemira e atacaram patrulha; Islamabad nega

Soldados do Paquistão cruzaram a linha do cessar-fogo na disputada região himalaia da Caxemira nesta terça-feira e atacaram uma patrulha do Exército, matando dois soldados indianos antes de recuar para o território sob controle paquistanês, disse S. Chawla, um porta-voz do Exército da Índia.

Medindo forças: Depois da Índia, Paquistão também testa míssil de longo alcance

2011: Paquistão e Índia retomam diálogo de paz

O incidente foi o segundo em três dias na Caxemira, onde um cessar-fogo entre os dois belicosos rivais nucleares mantém-se há uma década. Mortes nos choques militares atualmente são incomuns em comparação com anos prévios. Mas enquanto a intranquilidade diplomática sobre a região nunca está distante, o primeira incidente dos últimos três dias não deu nenhum sinal de escalada de tensões entre Nova Délhi e Islamabad, recebendo relativamente pouca atenção da mídia nos dois países.

As duas nações travaram duas guerras totais sobre a Caxemira, o único Estado de maioria muçulmana da Índia amplamente hindu. A região é reivindicada em sua totalidade pela Índia e pelo Paquistão, mas está dividida entre os dois.

Segundo Chawla, os soldados paquistaneses entraram na Caxemira indiana pela fronteira perto da cidade de Mendhar, a cerca de 175 quilômetros de Srinagar, a principal cidade da região, aproveitando-se de uma densa neblina. Eles então recuaram após um breve tiroteio com forças indianas. "Eles não violaram apenas o cessar-fogo, mas também a inviolabilidade da linha de controle" que divide a Caxemira, afirmou.

Sob condição de anonimato, um porta-voz do Exército do Paquistão negou que soldados do país estivessem envolvidos em um incidente.

Embora os dois países continuem rivais, as relações entre eles melhoraram dramaticamente desde os ataques de Mumbai, em 2008, quando dez atiradores paquistaneses deixaram 166 mortos e efetivamente pararam a cidade por dois dias. A Índia alega que os terroristas tinham vínculos com funcionários de inteligência do Paquistão - acusação que Islamabad nega.

Vingança: Taleban promete atacar Índia para vingar execução de paquistanês

Sinais de suas melhores relações incluem novas regras de visots anunciadas em dezembro com o objetivo de facilitar as viagens entre as duas fronteiras. Os dois países também vêm tomando medidas para melhorar o comércio bilateral.

*Com AP

Leia tudo sobre: índiapaquistãocaxemiracessar fogo

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas