Acusados de estuprar e matar jovem na Índia são indiciados

Por iG São Paulo | - Atualizada às

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Audiência de instrução do caso de estupro coletivo ocorreu a portas fechadas; processo foi acelerado para que os suspeitos pudessem ser julgados semanas após o crime

Cinco homens acusados de estuprar e assassinar uma estudante de 23 anos dentro de um ônibus em Nova Délhi foram formalmente indiciados nesta segunda-feira (7) durante audiência de instrução do caso que chocou a Índia e provocou comoção internacional. 

A juíza do tribunal de Saket ordenou que a audiência desta segunda transcorresse a portas fechadas devido ao tumulto provocado por advogados que acusavam um de seus colegas de ter se oferecido para defender um dos réus. A próxima audiência ocorrerá em 10 de janeiro. 

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Reuters
Policial guarda entrada do tribunal em Nova Délhi, na Índia



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O processo foi acelerado para que os suspeitos pudessem ser julgados semanas após o crime, em vez de meses, como seria o procedimento tradicional. 

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Os suspeitos entraram na corte com seus rostos cobertos e ouviram as acusações que pesam contra eles, entre as quais sequestro, estupro e assassinato. Caso sejam condenados, eles podem enfrentar a pena de morte. 

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Os cinco acusados são Ram Singh, seu irmão Mukesh, Pawan Gupta, Vinay Sharma e Akshay Thakur. Um sexto suspeito, de 17 anos, comparecerá em um tribunal juvenil, pelo qual a sentença máxima seria três anos em um reformatório.

A associação dos advogados do distrito de Saket se recusaram a defender os acusados devido à brutalidade do crime.

O promotor Rajiv Mohan disse na semana passada que um teste de DNA confirmou que o sangue da vítima era compatível com as manchas de sangue encontradas nas roupas de todos os acusados. No domingo, dois dos réus ofereceram informações em troca de uma possível redução de pena.

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O rapaz que acompanhava a estudante relatou em entrevista concedida a uma emissora de televisão na semana passada como eles foram atacados durante duas horas e meia em um ônibus em Nova Délhi antes de serem jogados na rua, onde pedestres os ignoraram e a polícia demorou para agir. A estudante morreu em um hospital em Cingapura semanas após o ataque em 16 de dezembro.

O ataque contra a estudante provocou protestos contra o governo e indignação contra a polícia da Índia, por causa da sua suposta incapacidade de proteger as mulheres. O caso também despertou um raro debate nacional sobre o aumento da violência contra as mulheres.

Também nesta segunda-feira, quatro policiais foram suspensos e um quinto foi transferido devido a um novo caso de estupro e assassinato ocorrido perto da capital da Índia.

O pai da suposta vítima de 21 anos disse à BBC que ela teria sofrido um estupro coletivo. Seu corpo foi encontrado no sábado. Dois homens suspeitos de envolvimento com o crime foram presos e um terceiro teria fugido.

A vítima do episódio mais recente era uma empregada de uma fábrica em Noida, um subúrbio de Nova Délhi. De acordo com a mídia indiana, ela foi dada como desaparecida na sexta-feira, por não ter regressado para casa após o trabalho.

O pai da menina afirmou que a polícia inicialmente não demonstrou qualquer reação ao ser informada de sua desaparição, sugerindo que ela talvez tivesse fugido com alguém. O episódio gerou protestos em Noida.

Com AP, Reuters e BBC

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