Professores de Utah são treinados a usar arma após massacre em Newtown

Evento anual do Conselho do Tiro Esportivo normalmente atrai interesse de 16 professores, mas, após ataque de atirador em escola no dia 14, classe foi formada com 200 educadores

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Kasey Hansen, uma professora de educação especial de Salt Lake City, no Estado americano de Utah, disse que levaria um tiro por qualquer um de seus alunos, mas, se estivesse diante de um homem armado ameaçando sua classe, preferiria ser capaz de reagir atirando.

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Na quinta-feira, ela era um dos 200 professores de Utah que se reuniram em uma arena de esportes para receber instrução sobre o manuseio de armas de fogo dada por ativistas pró-armas, segundo os quais os educadores armados poderiam ter uma chance de impedir ataques fatais e indiscriminados nas escolas.

O evento foi organizado pelo Conselho do Tiro Esportivo de Utah, em resposta aos disparos de um atirador em Newtown , no Estado de Connecticut, este mês, que mataram 20 crianças entre 6 e 7 anos e seis funcionários da escola Sandy Hook.

O conselho diz que normalmente atrai cerca de 16 professores a cada ano para os seus cursos de formação para armas que o cidadão tem direito de portar em público. Mas o evento de quinta perto de Salt Lake City, organizado especialmente para os educadores após o massacre de Newtown, atraiu o interesse de centenas, e a classe foi restrita a 200 por causa de limitações de espaço.

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"Sinto que levaria um tiro por qualquer aluno no distrito escolar", afirmou Kasey, professora de educação especial em uma escola de um distrito de Salt Lake City, que falou à Reuters após a sessão de treinamento.

"Se um dia tivermos de enfrentar um atirador como o de Connecticut, estarei totalmente preparada para responder com a minha arma", disse, acrescentando que planeja comprar uma arma em breve e levá-la para o trabalho.

O massacre de Newtown reacendeu um debate nacional sobre segurança armada. O presidente Barack Obama indicou que dará apoio ao restabelecimento de uma proibição nacional de armas como fuzis e instou o Congresso a agir . A Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês) defendeu o posicionamento de guardas armados nas escolas e rejeita novas medidas de controle de armas.

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A Associação Nacional de Educação e algumas autoridades do setor escolar criticaram a atitude da NRA, mas a entidade recebeu uma recepção calorosa em algumas partes do oeste dos EUA, onde a caça e as armas predominam.

Utah é um dos poucos Estados que permitem que pessoas com porte de arma a carreguem em instalações escolares, segundo a Conferência Nacional de Legislaturas Estaduais.

No Arizona, o procurador-geral Tom Horne entrou na quarta-feira no debate sobre a segurança escolar ao propor permissão para qualquer escola treinar e armar seu diretor ou outro membro da equipe. O plano, apoiado por pelo menos três magistrados, exigiria a aprovação pelo Legislativo e a governadora republicano do Estado, Jan Brewer.

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