Mais de 200 mil se reuniram no povoado de Garhi Khuda Bakhsh, onde se encontra o mausoléu da família Bhutto, para lembrar a morte de ex-primeira-ministra paquistanesa

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Uma multidão se reuniu nesta quinta-feira no sul do Paquistão para o quinto aniversário do assassinato da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto e pelo lançamento da carreira política de seu filho Bilawal.

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Bilawal Bhutto (D), filho de ex-primeira-dama Benazir Bhutto, participa em Garhi Khuda Bakhsh de evento relembrando morte da mãe em 2007
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Bilawal Bhutto (D), filho de ex-primeira-dama Benazir Bhutto, participa em Garhi Khuda Bakhsh de evento relembrando morte da mãe em 2007

Mais de 200 mil se reuniram no povoado de Garhi Khuda Bakhsh, onde se encontra o mausoléu da família Bhutto, para lembrar a morte de Benazir e ouvir seu filho com o atual presidente paquistanês, Asif Ali Zardari, pronunciar seu primeiro discurso importante.

Várias mulheres batiam no peito diante do mausoléu, outras tocavam e beijavam o túmulo de Benazir afirmando, entre outras coisas, que "é preciso castigar os assassinos de Bhutto". Até hoje, não se sabe quem matou a ex-primeira-ministra paquistanesa.

Bilawal acusou o ex-presidente Pervez Musharraf de ser responsável pelo assassinato de sua mãe. Na época, Musharraf acusou então a milícia islâmica do Taleban, que negou tê-la matado.

Saad Khan, um ex-oficial dos poderosos serviços secretos paquistaneses, alertou que a milícia islâmica poderia realizar um atentado nesta quinta para ofuscar a cerimônia em memória de Benazir. "Foram mobilizadas forças especiais ao redor do mausoléu", disse o chefe da polícia local, Hashim Leghari.

Bilawal, que já lidera o Partido do Povo do Paquistão (PPP), fundado por seu avô, é herdeiro de uma trágica dinastia acostumada a governar o Paquistão.

Em 27 de dezembro de 2007, Benazir, ex-primeira-ministra e líder da oposição paquistanesa, foi assassinada em um atentado suicida durante um comício eleitoral perto de Islamabad. Primeira mulher a dirigir um país muçulmano, Benazir ocupou duas vezes o posto de primeira-ministra: em 1988-1990 e em 1993-1996.

O assassinato de Benazir deu uma guinada na vida de seu filho, um universitário que, seguindo os passos da mãe, estudava em Oxford (Reino Unido), longe dos meandros da confusa política paquistanesa.

Embora os últimos desejos de Benazir contidos em seu testamento político designassem como sucessor seu marido, a estratégia eleitoral do partido quis que os olhares se voltassem para o filho, livre de suspeitas de corrupção.

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