Atirador que matou bombeiros deixou carta com plano de ataque, diz polícia

Ex-presidiário William Spengler, suspeito de ter matado dois bombeiros, escreveu que queria incendiar seu bairro e 'fazer o que eu faço melhor, matar as pessoas'

iG São Paulo |

O ex-presidiário suspeito de ter matado dois bombeiros a tiros durante um incêndio deixou uma carta na qual afirma que queria queimar seu bairro, localizado no Estado de Nova York, EUA, e "fazer o que eu faço melhor, matar as pessoas". As informações foram divulgadas pela polícia nesta terça-feira (25).

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AP
Reprodução de vídeo mostra incêndio no qual bombeiros foram alvo de tiros em Webster, Estado de Nova York


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O chefe da polícia local Gerald Pickering disse que William Spengler, 62 anos, passou 17 anos de sua vida na cadeia nos anos 1980 por ter matado sua avó. Na segunda-feira (24), ele se armou com um revólver, uma espingarda e um rifle semiautomático antes de colocar fogo na própria casa no intuito de atrair os bombeiros para uma emboscada em plena véspera de Natal.

Dois bombeiros morreram e dois ficaram feridos com os tiros. Spengler teria se matado enquanto sete casas vizinhas às suas foram atingidas pelas chamas.

Uma das armas encontradas pela polícia foi um rifle semiautomático Bushmaster calibre .233, a mesma arma usada pelo atirador no massacre na escola primária em Newtown , Connecticut, que deixou 27 mortos.

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O bilhete de quase três páginas escrito por Spengler não deixa claro quais suas motivações para o ataque. Pickering se recusou a divulgar o conteúdo completo da carta ou dizer onde ela foi encontrada. Ele leu apenas uma linha: "Eu ainda tenho que me preparar para ver quanto do bairro eu consigo incendiar e fazer o que eu faço melhor, matar as pessoas".

Autoridades continuam a procurar a irmã de Spengler, Cheryl, que vivia com ele. Su amãe, Arline, também morava na casa até morrer, em outubro.

Spengler atirou contra os quatro bombeiros quando eles chegaram na segunda-feira de manhã para controlar o incêncio, disse Pickering. O primeiro policial a chegar na cena do crime perseguiu o atirador e eles trocaram tiros.

Autoridades afirmam que Spengler não tinha feito nada que chamasse atenção desde que lhe foi concedida a liberdade condicional. Como um ex-presidiário, ele não estava autorizado a possuir armas. A promotora do distrito Sandra Doorley disse que Spengler levava uma vida tranquila após sua saída da prisão.

Um amigo disse que Spengler odiava a sua irmã. Roger Vercruysse morava na casa ao lado e citou o atirador como um homem que adorava sua mãe. "Ele amou sua mãe até a morte", disse Vercruysse, que viu Spengler pela última vez há seis meses. Ele também afirmou que o atirador "não supoertava sua irmã" e "ficava em uma parte da casa enquanto ela ficava na outra".

Os dois bombeiros feridos, Joseph Hofstetter e Theodore Scardino, permaneciam estáveis nesta terça-feira, segundo informou Pickering. Os dois estão acordados e devem se recuperar.

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