Protesto em favor de indiana vítima de estupro coletivo termina em violência

Manifestantes em Nova Délhi, na Índia, pediam pena de morte aos suspeitos de estuprar estudante de medicina em um ônibus; polícia usa gás lacrimogêneo e jatos de água

iG São Paulo |

A polícia de Nova Délhi usou gás lacrimogêneo e jatos de água para dispersar centenas de manifestantes que tentavam protestar em frente à residência presidencial, em ocasião do estupro coletivo em um ônibus que vitimou uma estudante de 23 anos.

A estudante de medicina, que está internada em estado grave , e um amigo do sexo masculino que a acompanhava teriam sido atacados também com barras de ferro antes de serem jogados para fora do ônibus.

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AP
Manifestantes em Nova Délhi pedem maior punição aos suspeitos de estuprar estudante em ônibus

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Muitos manifestantes ficaram feridos quando tentaram repetidamente atravessar as barricadas de metal. A polícia usou gás lacrimogêneo e bateu nos manifestantes com cacetetes, enquanto estes atiravam pedras contra os agentes.

Os confrontos se itensificaram ao entardecer, quando um grande número de manifestantes correu em direção ao edifício do parlamento, atirando pedras contra a polícia. Centenas de agentes foram acionados ao local e dispersaram os presentes. Os manifestantes se reuniram novamente à noite e acenderam velas.

Os manifestantes pedem pena de morte para os seis suspeitos de ter estuprado a estudante em um ônibus. O ministro Sushilkumar Shinde afirmou a repórteres que o governo iria analisar a demanda e anunciou que um inquérito foi aberto sobre o ataque. Cinco policiais também foram suspensos por demorarem a agir diante do ocorrido.

O incidente da noite de domingo de 16 de dezembro em Nova Délhi, conhecida como "capital do estupro" da Índia, foi brutal, mesmo para uma cidade que se tornou insensível aos crimes contra as mulheres.

Os maus-tratos e abuso contra mulheres são um grande problema especialmente em Nova Délhi e no norte da Índia. A mentalidade social patriarcal, uma cultura de abuso do poder político, um desdém generalizado em relação à legislação, uma força policial em grande parte insensível e uma população de migrantes sem raízes, sem lei, são apenas algumas das razões.

Com NYT e AP

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