Presidente da Itália dissolve parlamento após renúncia de primeiro-ministro

Monti renunciou na sexta após aprovação do orçamento de 2013; novas eleições são esperadas para 24 de fevereiro

iG São Paulo |

O presidente da Itália dissolveu o parlamento neste sábado (22) depois da renúncia do primeiro-ministro do país, Mario Monti , pavimentando o caminho para uma eleição nacional em fevereiro. "Eu acabei de assinar o decreto pela dissolução do parlamento", disse o presidente Giorgio Napolitano a jornalistas após consultar líderes políticos.

Leia mais:  Premiê italiano Monti renuncia; eleições devem ocorrer em fevereiro

Tiziana Fabi/AFP
Giorgio Napolitano, presidente da Itália, anunciou neste sábado a dissolução do parlamento

Monti renunciou na sexta-feira , alguns meses antes do fim de seu mandato, após seu governo perder o apoio do centro-direitista Partido Povo da Liberdade, de Silvio Berlusconi. Ele ficou 13 meses no cargo. 

A data da eleição, amplamente esperada para 24 de fevereiro, será decidida pelo gabinete de Monti, que permanece como premiê interino.

Monti, que é considerado um tecnocrata, entregou sua renúncia durante breve reunião no palácio presidencial, pouco depois de o Parlamento aprovar a Lei de Orçamentos de 2013 e depois de ter perdido o apoio do partido de seu antecessor , o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi . A Câmara dos Deputados ratificou o orçamento com 309 votos a favor, 55 contra e 5 abstenções. No dia 9, Monti havia antecipado que apresentaria sua renúncia após a aprovação do orçamento .

Retorno: Berlusconi anuncia que concorrerá novamente às eleições italianas

Desde 1994, Monti era reitor da prestigiosa Universidade Bocconi de Milão. Quando foi designado como Comissário para a Competitividade da União Europeia, o chamavam de "Super Mario", por sua capacidade de enfrentar os bancos e de batalhar contra os monopólios após ter impedido a fusão em 2001 entre gigantes como General Electric e Honeywell, ou Schneider e Legrand.

Também desafiou em 2004 o multimilionário Bill Gates ao impor à Microsoft uma multa de 497 milhões de euros, que obrigou o grupo a facilitar a compatibilidade de seus produtos. A sentença marcou o mundo da tecnologia.

Monti, chamado para salvar a economia italiana à beira do abismo no ano passado, tomou medidas radicais que obrigaram aos cidadãos a assumir sacrifícios, mas não atacou os privilégios, principalmente da classe política, segundo analistas políticos.

*Com Reuters e AFP

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