Itália marca eleições parlamentares para fevereiro após renúncia

Primeiro-ministro deixou cargo na sexta e presidente italiano dissolveu o Parlamento

iG São Paulo |

A Itália vai às urnas em uma eleição nacional de dois dias em 24 e 25 de fevereiro, anunciou o gabinete do país neste sábado após o presidente Giorgio Napolitano assinar um decreto dissolvendo formalmente o Parlamento .

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A eleição foi convocada após o primeiro-ministro italiano, Mario Monti, renunciar alguns meses antes do fim de seu mandato.

AFP/Paolo Giandotti/Presidential Press Office
O presidente italiano Giorgio Napolitano (d) assina decreto para antecipar as eleições para fevereiro

Monti, que é considerado um tecnocrata, entregou sua renúncia durante breve reunião no palácio presidencial, pouco depois de o Parlamento aprovar a Lei de Orçamentos de 2013 e depois de ter perdido o apoio do partido de seu antecessor , o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi . A Câmara dos Deputados ratificou o orçamento com 309 votos a favor, 55 contra e 5 abstenções. No dia 9, Monti havia antecipado que apresentaria sua renúncia após a aprovação do orçamento .

Retorno: Berlusconi anuncia que concorrerá novamente às eleições italianas

Desde 1994, Monti era reitor da prestigiosa Universidade Bocconi de Milão. Quando foi designado como Comissário para a Competitividade da União Europeia, o chamavam de "Super Mario", por sua capacidade de enfrentar os bancos e de batalhar contra os monopólios após ter impedido a fusão em 2001 entre gigantes como General Electric e Honeywell, ou Schneider e Legrand.

Também desafiou em 2004 o multimilionário Bill Gates ao impor à Microsoft uma multa de 497 milhões de euros, que obrigou o grupo a facilitar a compatibilidade de seus produtos. A sentença marcou o mundo da tecnologia.

Monti, chamado para salvar a economia italiana à beira do abismo no ano passado, tomou medidas radicais que obrigaram aos cidadãos a assumir sacrifícios, mas não atacou os privilégios, principalmente da classe política, segundo analistas políticos.

Com Reuters e AFP

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