Candidata Park Geun-Hye, filha de ex-líder, tem ligeira vantagem dentro da margem de erro; índice de comparecimento foi elevado, apesar das baixas temperaturas que atingem o país

A candidata do partido conservador governista, Park Geun-Hye, tem uma pequena vantagem sobre o adversário de centro-esquerda, Moon Jae-In, na eleição presidencial desta quarta-feira (19) na Coreia do Sul, e pode se tornar a primeira mulher a governar o país.

Uma pesquisa de boca de urna realizada por três emissoras de TV sul-coreanas aponta 50,1% dos votos a Park e 48,9% a Moon. A diferença de 1,2 pontos está dentro da margem de erro. O índice de participação foi elevado, superior a 70%, contra 63% em 2007.

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Comissão eleitoral da Coreia do Sul computa os votos da eleição presidencial
AP
Comissão eleitoral da Coreia do Sul computa os votos da eleição presidencial


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Os simpatizantes da candidata receberam com entusiasmo o anúncio da pesquisa na sede do Partido da Nova Fronteira (PNF). Em dia eleitoral, que foi feriado, 40,5 milhões de sul-coreanos estavam registrados para comparecer às urnas.

As pesquisas de intenção de voto já mostravam uma disputa apertada pela presidência sul-coreana. Park heun-Hye é filha de Park Chung-Hee, um brutal autocrata que permaneceu no poder até seu assassinato, em 1979. A mãe dela foi morta cinco anos antes, tornando a atual candidata em uma espécie de "primeira-dama" da Coreia do Sul durante parte do regime.

"Estimulo os eleitores a desafiar o frio e votar para abrir uma nova era neste país", declarou Park depois de depositar seu voto em Seul, onde a temperatura era de - 10ºC.

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Moon Jae-In, 59 anos, é uma das principais figuras da oposição no período sombrio do país e um adversário notório dos militares. Ele foi preso nos anos 1970 pela defesa da democracia. "Destas eleições dependem nossos meios de existência, a democratização da economia, a previdência social e a paz na península coreana", afirmou Moon ao votar na cidade meridional de Busan.

Os dois tentaram atrair a classe média e os mais desfavorecidos, com promessas de combater as crescentes desigualdades na quarta economia asiática. A Coreia do Norte não foi sequer um tema da campanha eleitoral, apesar de Pyongyang ter executado um lançamento de foguete na semana passada , coincidindo com o primeiro aniversário da morte do dirigente comunista Kim Jong-il .

Park e Moon manifestaram o desejo de estimular as relações entre as duas Coreias. Park foi mais reservada, no entanto, porque os conservadores defendem há muito tempo uma linha intransigente com Pyongyang. Moon defende a retomada da ajuda sem condições à Coreia do Norte e pediu uma reunião com o dirigente deste país, Kim Jong-un , filho de Kim Jong-Il.

Com AFP e Reuters

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