Polícia sul-africana evita atentado em reunião do partido de Zuma

Segundo comunicado, polícia desbaratou plano de supostos ativistas africâneres de ultradireita para explodir uma bomba em uma conferência do partido governista, o CNA

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A polícia sul-africana desbaratou um plano de supostos ativistas africâneres de ultradireita para explodir uma bomba numa conferência do partido governista Congresso Nacional Africano (CNA), com a presença do presidente Jacob Zuma e de dezenas de outras autoridades.

Em nota divulgada na segunda-feira (17), a polícia disse que quatro homens com idades entre 40 e 50 anos foram presos no domingo (16).

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Presidente Jacob Zuma participa de conferência em Bloemfontein, África do Sul


A nota forneceu poucos detalhes, mas Phuti Setati, porta-voz da polícia nacional, disse que o grupo pretendia deixar uma bomba em uma das tendas da conferência do CNA, na cidade de Bloemfontein, na região central do país.

O Partido Federal da Liberdade (PFL), grupo minoritário que luta pela autodeterminação da minoria africâner (sul-africanos brancos), confirmou que dois dos detidos eram seus filiados, mas negou envolvimento no complô.

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Mais de 4,5 mil, inclusive Zuma e dezenas de ministros e empresários, participam da conferência de cinco dias em Bloemfontein, sob forte policiamento. Os poucos veículos autorizados a entrar no campus universitário onde ocorre o evento são revistados por policiais e cães farejadores.

"Esse seria um ato de terrorismo ao qual a África do Sul não pode se sujeitar", disse Keith Khoza, porta-voz do CNA.

A vasta maioria dos brancos sul-africanos aceitou a vitória eleitoral do CNA em 1994, que encerrou décadas de domínio da minoria branca e levou Nelson Mandela ao poder. No entanto, alguns poucos africâneres continuam se opondo à democratização.

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Em julho, um ex-conferencista universitário foi declarado culpado por orquestrar um plano, em 2002, para assassinar Mandela, derrubar o CNA e expulsar a maioria negra do país.

A conferência do CNA deve reconduzir Zuma à liderança partidária e, dada a hegemonia do CNA nas urnas, abrir caminho para que ele obtenha um novo mandato presidencial de cinco anos em 2014.

As indicações para os principais cargos partidários devem acontecer na segunda-feira. O ex-sindicalista Cyril Ramaphosa, hoje o segundo empresário negro mais rico do país, está bem cotado para voltar à política como vice de Zuma.

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